Será que “amigado com fé, casado é”?

Será que "amigado com fé, casado é"?
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Uma verdade que precisamos entender sobre o casamento é que ele não foi estabelecido por uma lei humana e nem inventado por alguma civilização. Ele antecede a toda cultura, tradição, povo ou nação. Ele é anterior à queda do homem. É uma instituição divina. Portanto, devemos ter cuidado ao falar de algo que Deus criou. É uma afronta ao Senhor desenhar o casamento do jeito que cada um imagina, pois ele não é criação humana, mas divina. O matrimônio deve ser digno de honra entre todos (Hebreus 13:4) e a família é um projeto de Deus!

Embora popularmente se diga “amigado com fé, casado é” (uma expressão que descarta a necessidade de casamento), sabemos que “amigados” que não passam pela porta chamada casamento não estão casados diante de Deus. Para a sociedade atual isso é lícito, mas no Reino de Deus, não. Para o Senhor, casamento é quando o homem deixa pai e mãe, se une em uma aliança voluntária com uma mulher e entram em um pacto conjugal e sexual tornando-se ambos uma só carne. Podem ter filhos ou não, o que não é um impedimento para que sejam uma família.

Assim, se existe na igreja casais que moram juntos (amigados), todavia não são casados, deve haver uma ação pastoral no sentido de corrigir essa situação, pois eles estão em pecado. Se ambos forem solteiros, estão em fornicação; se um deles for casado com outra pessoa, estão em adultério. São pessoas que não passarão pela porta estreita que conduz
ao Reino dos céus (I Coríntios 6:9,10). Deus não muda. São eles quem precisam mudar e ajustar-se.

Aqueles que acreditam que o casamento é constituído pela mera união sexual, ou por um relacionamento baseado no amor sentimental (sem o compromisso da aliança), deveriam pensar seriamente nos reflexos desse posicionamento sobre outros ensinos bíblicos. Os conceitos de divórcio e de adultério só podem ser estabelecidos a partir de um conceito sobre casamento. Se dissermos que um casal de namorados já está casado só por terem relações sexuais, teríamos também que dizer que na dissolução desse “casamento”, os cônjuges estariam debaixo das seguintes palavras:

“Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher” (I Coríntios 7:10,11).

“A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor” (I Coríntios 7:39).

“Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério” (Mateus 19:9).

Entretanto, dificilmente aqueles que adotam o conceito de casamento como mera união sexual estão dispostos a aceitar a indissolubilidade desse suposto “casamento”. Não podemos chamar de casamento o que a Palavra de Deus chama de pecado. Sexo entre pessoas não casadas é pecado. A única alternativa bíblica para experimentar a intimidade sexual é na aliança do casamento:

“Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro. E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo. Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado” (I Coríntios 7:7-9)

No texto acima, Paulo não concebe o sexo sem compromisso como uma alternativa para aqueles que não se dominam. O único contexto lícito e santo para o sexo é no casamento.

O casamento não pode ser fundamentado no sexo e nem no amor sentimental, mas sim na aliança. Portanto, a partir da Palavra de Deus, o casamento pode ser definido como “uma aliança heterossexual exclusiva entre um homem e uma mulher, ordenada e selada por Deus, precedida do ato público de deixar os pais, consumada pela união sexual, resultando numa parceria permanente de apoio mútuo, geralmente (nem sempre) coroada pela dádiva de filhos”1 .

Extraído da 2ª edição do livro “Casamento, imoralidade sexual e divórcio”
Publicação prevista para outubro/2017.

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1 - STOTT, John. Grandes questões sobre sexo, p. 72.

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