“Eles terão que nos respeitar”. Será?

Eles terão que nos respeitar
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Há alguns anos, ouvi certo pregador anunciando, num vídeo no YouTube, seu voto para presidente da república. No meio do vídeo, ele declarou o seguinte: “Nunca mais vão tratar a comunidade evangélica como cidadãos de 2ª classe. Nós somos quase 25% da população… temos o direito de opinar, o direito de interferir”

Ao ouvir tal declaração, comecei a pensar que de fato quero que a Igreja seja respeitada. Contudo, não quero que esse respeito se dê pelo seu peso no processo eleitoral, não quero que venha em função de uma mera expansão numérica. Não quero ver a Igreja sendo cortejada pelo poder, e seduzida por ele.

Quero uma Igreja que seja respeitada, ou melhor, como diz o livro de Atos, que caia na graça do povo. E que seja assim  não por ser parte do jogo político, mas por ser uma comunidade formada por homens e mulheres que perseverem na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações, que em seu meio não haja necessitado algum, que estejam juntos com alegria e singeleza de coração (At. 2:42-47).

Se é para recebermos algum respeito, que seja por essas coisas, que seja por vivermos a Palavra. Contudo, é importante lembrar do que nos foi dito por Jesus: “nenhum escravo é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também perseguirão vocês. Se obedeceram à minha palavra, também obedecerão à de vocês” (Jo. 15:20).

O fato de vivermos a Palavra de Jesus não implicará no respeito de todos por nós. Pelo contrário, ao mesmo tempo que alguns guardarão nossa palavra, outros nos perseguirão. Afinal, como bem nos lembra Paulo, “todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (II Tm. 3:12).

Portanto, que não venhamos a dar nenhum passo nessa vida pensando em alcançar o respeito e reconhecimento humano, mas sempre buscando a glória que vem de Deus.

Em Cristo,
Anderson Paz

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