Revendo os valores

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Recentemente uma dúvida surgiu no meu coração ao lembrar das histórias dos homens de Deus e de como enfrentaram as adversidades na caminhada cristã. Homens que foram perseguidos, torturados e mortos por amor a Jesus. Homens que abriram mão de tudo para seguir a Cristo. Fiquei pensando naquilo que esses homens enxergaram para realizar esses sacrifícios e como poderiam se manter fies até a morte.

Creio que o Espírito Santo me mostrou, através da vida de Paulo, a revelação que esses homens receberam. Essa revelação começa a partir de rever as coisas que valorizamos na vida. Algumas coisas que consideramos muito na vida, não possuem nenhuma utilidade no contexto espiritual. Algumas coisas parecem nos aproximar mais de Deus, mas apenas nos afastam. Muitas vezes nosso apoio está em tradições e conhecimentos adquiridos com o passar dos anos, como se essas experiências representassem toda a verdade.

Em Filipenses capítulo 3, Paulo compartilha o seu olhar sobre esse tema, uma nova perspectiva sobre as coisas que carregamos, coisas que pensamos ser úteis para o Reino de Deus.

“Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus” (Filipenses 3:4 – King James).

Paulo explica porque poderia confiar em sua carne. Ele tinha histórico, uma herança religiosa deixada por sua família. Muitos de nós fomos criados dentro de um contexto cristão, conhecemos a Bíblia, somos batizados e até mesmo atuamos por muito tempo em um ministério. Devido a um legado familiar, por sermos filhos de lideres e pastores.

“quanto à lei, fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível” (Filpenses 3:5-6 King James)

Paulo foi instruído em toda lei. Ele foi coerente com aquilo que recebeu. Ao perseguir a igreja, ele acreditava estar cumprindo a lei de Deus. Era irrepreensível perante os homens. Algumas pessoas constroem testemunhos perante os homens, mas não perante Deus. Pois apenas Deus sabe o verdadeiro motivo que alimenta nossas ações. O homem vê o homem, Deus vê o coração do homem.

Nos apoiamos nas nossas experiências e em todo conhecimento humano que temos adquirido. Agora, observe a revelação que Paulo tinha:

“Todavia, o que para mim era lucro, passei a considerar como prejuízo por causa de Cristo” (Filipenses 3:7).

Preste atenção no que Paulo está dizendo. Ele não está dizendo que tinha lucro e agora está apenas conseguindo pagar as contas. Ele está dizendo que o lucro virou prejuízo, agora ele está devendo. Mas por que tudo mudou tão de repente?

“Mais do que isso, compreendo que tudo é uma completa perda, quando comparado à superioridade do valor do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem decidi perder todos esses valores, os quais considero como esterco” (Filipenses 3:8).

Diante de Cristo, tudo perde valor. Não adianta os conhecimentos gerais adquiridos, as boas ideias ou até mesmo ações caridosas. Nada disso pode nos aproximar mais de Deus, do que o próprio Jesus. É preciso abrir mão de todas essas coisas que nos fazem confiar na carne, se quisermos ter um relacionamento íntimo com Ele. Esse resultado Paulo apresenta na sequência do texto.

“a fim de ganhar Cristo, e ser encontrado nele, não tendo por minha a justiça que procede da Lei, mas sim a que é outorgada por Deus mediante a fé, para conhecer Cristo” (Versos 8-10 KJ)

Ganhar Cristo, ser encontrado nele e conhecê-lo. Isso é tudo o que um discípulo de Jesus almeja. Uma verdadeira intimidade com Cristo, segundo Paulo, não depende mais de seus esforços humanos perante a lei, mas sim da nossa fé em Jesus, pela qual nós somos justificados e realmente possibilitados de estar na presença de Deus.

A resposta da pergunta que compartilhei no começo se encontra na última parte “e o poder da sua ressurreição, e a participação nos seus sofrimentos, identificando-me com Ele na sua morte, com o propósito de, seja como for a ressurreição dentre os mortos, nela estar presente” (Versos 10-11 (KJ).

Foi isso que Paulo enxergou, era exatamente isso que os homens de Deus enxergavam. O poder da ressurreição e uma eternidade com Jesus. Retornar dos mortos para estar com Cristo para sempre. Esse é o propósito final, participar desse momento. Paulo compreendeu que nessa vida passageira a única esperança que temos é de estarmos para sempre com Jesus, o único que pode nos dar vida, mesmo depois de mortos.

O que esses homens de Deus enxergaram não era daqui, não era terreno, não era material. O que esse homens viram era apenas uma sombra da eternidade, algo que não cabia em suas mentes, mas pela fé, era encontrado no coração deles. A certeza de que foram criados para viver eternamente com Deus e que nem a morte seria capaz de impedir esse final feliz.

“À luz da eternidade, os valores mudam” (Rick Warren).

Daniel Franco

Conexão Eclésia

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