A existência histórica de Jesus Cristo

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Estamos nos aproximando do Natal. E entre as muitas coisas que se repetem todos os anos nesta época, estão as publicações sobre a existência histórica de Jesus Cristo. Sempre há publicações questionando a existência de Jesus enquanto personagem histórico. Porém, todos os anos sempre são os mesmos argumentos, facilmente refutáveis. A maioria absoluta dos estudiosos, cristãos e não cristãos, admitem que Jesus realmente existiu, embora discordem entre si sobre alguns fatos relacionados a ele, como, por exemplo, seus milagres ou sua ressurreição.

Embora você possa não aceitar as declarações dos Evangelhos sobre a divindade de Jesus, há provas contundentes que esse homem realmente existiu. Uma coisa é não acreditar que ele é o Filho de Deus. Outra coisa bem diferente é dizer que ele nunca existiu, sendo apenas um personagem fictício.

Os Evangelhos ainda são as principais fontes sobre a vida de Jesus. Porém, sua existência não é relatada apenas por esses livros. Além dos demais livros do Novo Testamento, há registros extra-bíblicos sobre a existência histórica de Jesus. Trata-se de fontes não apenas cristãs, mas também judaicas e pagãs que testemunham a existência de Jesus.

Falando ainda sobre o Novo Testamento, vejamos esse trecho de uma matéria do site de notícias G1:

“Começamos, no Novo Testamento, com as cartas de São Paulo, escritas entre 20 anos e 30 anos após a crucificação do pregador de Nazaré. Cerca de 40 anos depois da morte de Jesus, surge o Evangelho de Marcos, o mais antigo da Bíblia; antes que o século 1 terminasse, os demais Evangelhos alcançaram a forma que conhecemos hoje. A distância temporal, em todos esses casos, é a mais ou menos a mesma que separava o historiador Heródoto da época da guerra entre gregos e persas, que aconteceu entre 490 a.C. e 479 a.C. – e ninguém sai por aí dizendo que Heródoto inventou Leônidas, o rei casca-grossa de Esparta”.

É interessante observar que Paulo, ao escrever sobre a ressurreição de Jesus em sua primeira carta aos Coríntios, menciona que mais de 500 pessoas foram testemunhas oculares desse fato. Paulo usa isso como argumento a favor da veracidade de suas alegações, e diz que a maior parte dessas testemunhas ainda estavam vivas no momento que aquela carta estava sendo escritas. Portanto, poderiam ser consultadas sobre os fatos envolvendo a pessoa de Jesus.

Fora do Novo Testamento, o historiador Flávio Josefo, considerado como um dos maiores historiadores judeus do século I, também faz referência à existência histórica de Jesus e de outros dois personagens do Novo Testamento: João Batista e Tiago, irmão de Jesus.

Vejamos primeiro as declarações de Josefo sobre Tiago, em seu livro “Antiguidades Judaicas”:

“Mas este Ananus mais jovem, que, como já dissemos, assumiu o sumo sacerdócio, era um homem temperamental e muito insolente; ele era também da seita dos Saduceus, que são muito rígidos ao julgar ofensores, mais do que todos os outros judeus, como já tinhamos dito anteriormente; quando, portanto, Ananus supôs que tinha agora uma boa oportunidade: Festus estava morto, e Albinus estava viajando; assim ele reuniu o sinédrio dos juízes, e trouxe diante dele o irmão de Jesus, o que era chamado Cristo, cujo nome era Tiago e alguns outros; e quando ele formalizou uma acusação contra eles como infratores da lei; ele os entregou para serem apedrejados; mas para aqueles que pareciam ser os mais equânimes entre os cidadãos, e igualmente mais precisos quanto as leis, eles não gostaram do que foi feito; eles também enviaram ao rei (Herodes Agripa II); pedindo que ele ordenasse a Ananus que não agisse assim novamente, porque isto que ele tinha feito não se justificava; alguns deles foram também ao encontro de Albinus, que estava na estrada retornando de Alexandria, e informaram a ele que era ilegal para Ananus reunir o sinédrio sem o seu consentimento”.

Esse texto faz duas afirmações claras apresentadas também pelo Novo Testamento: a primeira é de que Jesus tinha um irmão chamado Tiago (Gálatas 1:19); e a segunda é que Jesus era conhecido como Cristo.

Flávio Josefo também menciona a execução de João Batista por ordem de Herodes:

“Mas para alguns judeus a destruição do exército de Herodes pareceu ser vingança divina, e certamente uma justa vingança, pelo tratamento dado a João, de sobrenome Batista. Porque Herodes o tinha condenado à morte, mesmo ele tendo sido um homem bom e tendo exortado os judeus a levar uma vida correta, praticar a justiça para com o próximo e a viver piamente diante de Deus, e fazendo isto se batizar.[…] Quando outros também se juntaram à multidão em torno dele, pelo fato de que eles eram agitados ao máximo pelos seus sermões, Herodes ficou alarmado. Eloquência com tão grande efeito sobre os homens pode levar a alguma forma de sedição. Porque dava a impressão de que eles eram liderados por João em tudo que faziam. Herodes decidiu então que seria melhor atacar antes.[…] De qualquer forma João, por causa da suspeita de Herodes, foi trazido acorrentado à Maquero, a fortaleza de que falamos antes, e lá executado, contudo o veredito dos Judeus era de que a destruição que visitou o exército de Herodes era vingança de João, que Deus achou por bem infligir este castigo à Herodes”.

O relato mais famoso de Flávio Josefo sobre Jesus é um trecho das “Antiguidades Judaicas” que é conhecido como Testimonium Flavianum. Embora seja muito provável esse trecho tenha, ao longo do tempo, recebido certas interpolações de copistas cristãos, fazendo referências expressas a Jesus como o Messias, podemos nos aproximar bastante da forma original do texto, pelo qual se constata que Jesus seria um sábio com muitas virtudes, que foi crucificado a mando de Pilatos e que, apesar disso, seus seguidores  ainda existiam. Essas fatos aparecem na versão árabe do Testimonium Flavianum:

“Havia neste tempo um homem sábio chamado Jesus, e sua conduta era boa, e ele era conhecido como sendo virtuoso. E muitas pessoas entre os judeus e de outras nações se tornaram seus discípulos. Pilato o condenou a ser crucificado e à morte. E aqueles que tinham se tornado seus discípulos não abandonaram sua lealdade a ele. Eles relataram que ele tinha aparecido para eles três dias após a crucificação, e que ele estava vivo. Eles acreditavam que ele era o Messias, a respeito de quem os profetas tinham contado maravilhas”.

Entre os registros que corroboram a existência histórica de Jesus, destaca-se a referência que Tácito (55 – 120 d.C.), historiador e político romano, faz a Cristo, Pôncio Pilatos e à execução em massa de cristãos em Roma, ainda no século I. Ele registra em sua obra “Anais”:

“Para se livrar dos rumores, Nero criou bodes expiatórios e realizou as mais refinadas torturas em uma classe odiada por suas abominações: os cristãos (como eles eram popularmente chamados). Cristo, de onde o nome teve origem, sofreu a penalidade máxima durante o reinado de Tiberius, pelas mãos de um dos nossos procuradores, Poncio Pilatos. Pouco após, uma perversa superstição voltou à tona e não somente na Judéia, onde teve origem, como até em Roma, onde as coisas horrendas e vergonhosas de todas as partes do mundo encontram seu centro e se tornam populares. Em seguida, foram presos aqueles que se declararam culpados, então, com as informações deles extraídas, uma imensa multidão foi condenada, não somente pelo incêndio, mas pelo seu ódio contra a humanidade. Ridicularizações de todos os tipos foram adicionadas às suas mortes. Os cristãos eram cobertos com peles de animais, rasgados por cães e deixados a apodrecer; crucificados; condenados às chamas e queimados para que servissem de iluminação noturna quando a luz do dia já tivesse se extinguido”.

Esses registros, entre outros que não mencionamos aqui, confirmam a existência histórica de Jesus. Esse homem que mudou, com seu ensino e sua vida, a história da humanidade realmente existiu, e não é fruto de mentes fantasias. Porém, crer que ele é o Filho de Deus é uma escolha pessoal e individual. Eu já fiz minha escolha e me rendi a essa verdade: Jesus é o Filho de Deus, meu Mestre e meu Senhor.

Em Cristo,
Anderson Paz

Fontes na Internet:
“A existência de Jesus é inquestionável”.
“Testimonium Flavianum”.
A figura histórica de Jesus Cristo.
Tácito e os cristãos.

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