Vitória sobre a depressão

Vitória sobre a depressão
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Quando os pensamentos mentirosos e os sentimentos contrários a Deus aumentam demasiadamente, provocam depressão em muitas pessoas, especialmente quando têm que suportar pressões, tensões ou grande cansaço. Nessas condições, ao passar por situações difíceis como a perda de um familiar querido, enfermidades, acidentes, dificuldades financeiras ou fracassos, caem em grande depressão.

Todos, em algum momento, passamos por depressões leves sem grande importância que são superadas com algum bom conselho ou uma palavra de consolo. Não me refiro a esse tipo de depressão, mas às provocadas pelas fortalezas interiores que, somadas às pressões exteriores, produzem uma aflição interna prolongada.

Neste caso, o fator determinante é a debilidade interior; as pressões externas agem somente como gatilhos ou detonadores. Isso porque as fortalezas que Satanás edifica não são outra coisa senão as debilidades espirituais em nossas vidas. Em contrapartida, a fortaleza que vem de Deus equivale à fraqueza do diabo em nós. Assim, ou Satanás coloca fortalezas de mentira e de destruição em nosso interior, ou Deus fortalece o nosso ser pelo Seu Espírito e Sua Palavra.

Os deprimidos, segundo o linguajar bíblico, são os “quebrantados de coração”. Em Isaías 61:1 lemos: “Porque o Senhor me ungiu… me enviou a restaurar os quebrantados de coração”. E o salmista afirma: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?” (Salmo 42:5). Os seguintes parágrafos do livro Dígase la verdad nos trazem uma luz sobre esse assunto.

“Os antigos pais da igreja tinham outra palavra para depressão. A chamavam preguiça… a aflição do coração e a falta de disposição para enfrentar qualquer atividade que exigisse esforço.

Hoje em dia, não a descrevemos nestes mesmos termos. O que é realmente a depressão? Podemos descrevê-la sob várias perspectivas. Se observar seu estado bioquímico quando está deprimido, seu metabolismo, o comporta- mento dos músculos lisos e das glândulas, verá que não somente seu comportamento verbal e motor é que apresenta sintomas depressivos. Geralmente a depressão ocorre por algum motivo. A maioria das crenças erradas que produzem depressão entram na corrente do monólogo interno depois que ocorre uma perda.

Muitas vezes o paciente não consegue explicar por- que está deprimido. ‘Não sei por que me sinto assim’ – ele diz. – “Simplesmente sinto que não posso fazer absoluta- mente nada. Não tenho vontade de fazer nada. E choro o tempo todo. Não durmo bem, não tenho energia nem interesse em nada… não sei por que…” Geralmente terminam com uma voz tão fraca que se perdem, suspiram, se afundam na cadeira e simplesmente ficam olhando para o chão.

Apesar da falta de habilidade do deprimido para explicar o motivo de ter chegado a este estado, é extremamente raro que a depressão seja produzida sem uma causa especial. As crenças erradas que provocam a depressão podem ser ativadas por um único ato. Um ato que represente uma perda: alguém querido morreu; ou podem ser dificuldades econômicas; perda de dinheiro; uma enfermidade física; a idade; um acidente; um ataque do coração ou a perda de força física. A separação e o divórcio são causas frequentes de depressão, e outras situações que também provocam a rejeição, o temor, a autodepreciação. Qualquer dessas situações pode ser uma oportunidade para que o diabo infiltre algumas sugestões no monólogo interno.”

A depressão, em geral, se expressa em termos de desprezo por si mesmo e subestimação. O depressivo tem uma imagem negativa de si: “Não posso mais, é mui- to para mim”. Olha com desesperança para o seu futuro. Seu pensamento dominante é: “Isso não tem solução”. Quando alguém ainda tem esperança, se agarra a alguma possibilidade de saída; mas, se a perde totalmente aceita em sua mente outra mentira do inimigo que termina de derrubá-lo: “Isso jamais terá solução”.

Dentre o segmento da população que padece de depressão, alguns poucos chegam ao suicídio devido ao seu estado de angústia. Mas a maioria sai da fase aguda depois de algum tempo, talvez meses, talvez anos. Alguns conseguem vencê-la com ajuda médica ou psicológica. Outros, sem elas. É como se completassem um círculo e a situação entrasse em um estado de alívio. Saem do quadro agudo para voltar à zona das fortalezas, onde eles têm estado a maior parte de suas vidas. Quer dizer, deixam o momento crítico, mas não alcançam a superação completa do problema. Fora do Senhor não há uma solução definitiva. Mas, em Deus, sim. O seguinte exemplo gráfico nos ajuda a uma melhor compreensão do processo:

Vitória sobre a depressão 2
Vamos compará-lo com um dos instrumentos que controlam o correto funcionamento dos diferentes sistemas de um automóvel (a pressão do óleo, a temperatura e outros). O ponteiro indica o ponto emocional e espiritual em que se encontra a pessoa. A zona vermelha indica um estado de depressão aguda. A zona cinza indica a área das fortalezas: não se trata de uma situação de depressão in- tensa, mas tampouco existe um alívio total. A zona branca é a da liberdade. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

Esta é a posição a qual o Senhor nos quer levar. Mas existe também a zona dourada, da glória, do gozo inefável de Deus. E podemos chegar lá porque o Senhor se propôs a fazer uma obra completa e poderosa em nós. Ele deseja filhos radiantes, que refletem o brilho da vida plena de Cristo neles.

O Senhor quer tirar-nos da zona vermelha, cheia de perigos. Quer livrar-nos da zona cinza das fortalezas, na qual permanecemos por anos. Quer levar-nos à zona branca da liberdade para que possamos, finalmente, alcançar a zona dourada e brilhante, a zona da Sua glória derramada sobre nossas vidas. Cristo se propôs a ter uma igreja gloriosa.

Paulo disse: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:4,5).Contamos com armas poderosas e não há razão para nos afligirmos. Não necessitamos desmontar os muros pedra por pedra. Não é preciso fazer uma longa história, analisando pedra por pedra.

Não! Não temos que revolver o nosso interior, as nossas recordações passadas e fazer uma regressão. Só precisamos de uma coisa: conhecer a verdade. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. As armas de Deus são poderosas para derrubar de uma só vez qual- quer fortaleza, qualquer muralha edificada dentro de nós. O que Satanás levou anos para construir cai debaixo de uma só “explosão” da verdade de Deus.

Necessitamos ouvir as verdades do Senhor como se fosse a primeira vez e acreditar nelas.

Jeremias relata: “Assim veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino. Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás. Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor. E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca; olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares” (1:4-10).

No último versículo aparecem seis verbos. Os quatro primeiros têm uma conotação negativa: arrancar, derrubar, destruir e arruinar. Os dois últimos verbos são positivos: edificar e plantar. Isso é precisamente o que Deus deseja fazer. Ele quer arrancar e destruir toda mentira, toda fortaleza. Quer arruinar e derrubar todo argumento, toda altivez, todo sentimento contrário a Ele. E, em seu lugar, quer edificar e plantar a verdade.

E isso tudo acontece simultaneamente. A mesma verdade que destrói a mentira, liberta e edifica o nosso ser interior. Há verdades-chaves que devemos conhecer e que são suficientes para derrubar qualquer fortaleza se nelas crermos e se dermos lugar à ação do Espírito Santo. Jesus Cristo nos conhece e nos ama. Ele quer o nosso bem. Precisamos invocar o seu nome e lhe pedir que nos dê a vitória, e ele derrubará toda fortaleza pela Sua Palavra. Precisamos rejeitar e resistir toda obra do inimigo no nome de Jesus; decidir-nos pela verdade e guiar-nos por elas, e não pelos nossos sentimentos. As verdades que mencionaremos nos capítulos seguintes são essenciais para libertar-nos de toda depressão, por- que derrubam nossas fortalezas interiores e, simultaneamente, nos edificam, de modo que nosso homem interior seja fortalecido pelo poder da verdade de Deus.

curados-pela-palavra
Jorge Himitian
Extraído do livro Curados pela Palavra, que pode ser adquirido na loja Servo Livre.

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