O governo do céu sobre a terra

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O governo do céu sobre a terra significa que as coisas partem de lá. Tudo que vemos e vivenciamos se originam antecipadamente da dimensão espiritual. Muitos acontecimentos que nos chocam, nos impactam, mexem com a nossa perspectiva humana e racional tem seu ponto de partida em movimentos espirituais.

É inegável a existência dessa dimensão que nos compõe e compõe o universo. Basta se atentar a fatos que não tem explicação se não considerarmos a existência dessa dimensão. O governo do céu se trata de um campo pouco conhecido, não damos muito valor ou não acreditamos. Digo isso por que uma das propostas mais divulgadas e reforçadas pelo humanismo que molda a mentalidade do mundo é a negação do espirito. Correntes filosóficas tentam desconstruir esse fato inegável. É uma tendência! E parece que isso avança principalmente nos países ocidentais e “cristianizados”. Uma onda de ceticismo e ao mesmo tempo misticismo confuso tem se fortalecido na sociedade e percebo alcançar até mesmo a igreja.

O Evangelho trata exatamente sobre esse governo do espiritual sobre a material. Desde os profetas, as bases para o Evangelho foram postas sobre essa verdade:

O SENHOR reina para sempre; o teu Deus, ó Sião, reina de geração em geração. Aleluia!” (Salmo 146:10)

Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas- novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Isaías 52:7)

Uma das experiências mais impactantes narradas na Bíblia a respeito do governo do céu sobre a terra afetou diretamente a vida de um rei, para que este compreendesse essa verdade. Nabucodonosor, rei da Babilônia quando experimentava seu auge de domínio sobre a terra, narra sua própria queda no capítulo 4 do livro de Daniel. Ele recebe uma sentença do céu, expressa através de um sonho, onde ele experimentaria uma doença terrível em sua mente. Foi afetado por uma loucura, escravo de uma opressão tão forte que viveu por 7 anos como um bicho no campo, caminhava como um quadrúpede, de sua pele surgiram escamas que pareciam penas de uma ave e suas unhas pareciam garras afiadas.

Mude-se-lhe o coração, para que não seja mais coração de homem, e lhe seja dado coração de animal; passem sobre ele sete tempo” (Daniel 4:16).

Essa foi a determinação vinda dos céus. Nabucodonosor era um homem orgulhoso, vaidoso e arrogante. Seu poder como homem havia atingido uma proporção máxima e ele precisava se curvar diante da realidade de que o espiritual orquestra a matéria.

Esta sentença é por decreto dos vigilantes, e esta ordem, por mandado dos santos; a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer e até ao mais humilde dos homens constitui sobre eles. Isto vi eu, rei Nabucodonosor, em sonhos.” Daniel 4:17-18

Ao final desses sete tempos, Nabucodonosor entendeu o recado, serviu de testemunho para a humanidade e deixou registrada essa constatação:

Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico ao Rei do céu, porque todas as suas obras são verdadeiras, e os seus caminhos, justos, e pode humilhar aos que andam na soberba” (Daniel 4:37).

Ao ler as Escrituras, fica claro que Deus não está preocupado em explicar nada para ninguém, mas Ele pretende manter um registro fiel de Sua existência e relação com os homens para que o temamos e Seu propósito seja cumprido. A igreja faz parte desse testemunho, mas a vejo cada vez mais comprometida com o “estilo” do mundo. E esse é um problema fatal. Creio que antes de experimentarmos um tempo glorioso da igreja, ainda experimentaremos um “sacode” na videira. Onde muitos serão peneirados de diversas formas, não apenas as violentas. E apenas os que se mantêm fiéis e atentos à palavra profética conseguirão se manter firmes para o último dia.  Um evangelho centrado no intelectualismo tem aos poucos minado as bases da doutrina de Cristo na mentalidade dos que se dizem cristãos. A tendência da apostasia total é iniciar pelo pequeno desvio. Apostasia significa desvio! Não conheço pastores ou padres negando a existência do espírito. Mas aos poucos o amor de quase todos se esfria, e com amor, a fé ancorada. E talvez a incredulidade seja uma das principais armas. A incredulidade total é um extremo do processo. Tudo inicia com nossa relutância em cumprir a vontade de Deus que é boa, perfeita e agradável. Em seguida nos indispomos com a verdade e depois a rejeitamos completamente. Por isso “não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (II Timóteo 4:3).

Precisamos mais uma vez nos atentar ao clamor ensinado por Jesus aos seus discípulos:

Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mateus 6:10).

Podemos enxergar essa oração como apenas mais uma ou habitual, sem valor. Ou podemos encará-la como um verdadeiro clamor! Uma súplica. Um compromisso que temos em tornar a vontade do Pai como o objetivo mais importante em nossas vidas. Isso distingue a nossa perspectiva. Minha oração é que não sejamos enredados pelas armadilhas dos enganos e, principalmente, que não sejamos alvo do “ceticismo religioso” que nos faz viver um estilo materialista desapercebido, onde a vontade soberana do Pai e as decisões do céu sobre a terra não importem para nós. Estejamos atentos!

Ideraldo Costa de Assis

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