Não esconda seu pecado!

Não esconda seu pecado!
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Esconder o pecado é uma reação natural do homem, causada pelo seu orgulho. Brota quase instintivamente. Podemos observar isso nos casos de Adão e Eva, Caim, Acã, Davi e Ananias e Safira.

Quando Adão e Eva se deram conta de que Deus se aproximava, eles se esconderam Dele. E, daí por diante, todos os que pecaram se esconderam. Não queremos mostrar nossa miséria. Tentamos fingir diante dos outros. Pretendemos ser melhores do que na realidade somos. A humanidade vive disfarçada. Sem Deus é assim! Deus perguntou a ele: “Onde estás?” Adão respondeu: “Eu ouvi a Tua voz e me escondi porque estava nu”. Antes disso ele estava nu e não se escondia. “Você comeu da árvore que lhe mandei que não comesse?”.

Do mesmo modo que Adão agiu, todos nós agimos. Ele não respondeu ao Senhor: “Deus, me perdoe. Que loucura eu cometi! Te desobedeci!”

As Escrituras declaram: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13).

Há cristãos que guardam coisas ocultas de certas áreas de suas vidas. Isso lhes causa muitos transtornos espirituais, mentais e até físicos. O rei Davi é um exemplo do que estamos falando. Ele reconheceu: “Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio” (Salmo 32:3,4).

Davi havia pecado. Deus conhecia seu pecado. Mas os que lhe estavam próximos, não. Por isso essa declaração. Enquanto permaneceu em silêncio ocultando seu pecado, evitando confessá-lo, gemeu em seu interior. Embora tivesse caído, Davi tinha uma consciência sensível. E essa consciência o incomodava, o reprovava. Ele se sentia muito mal por dentro. Seu gemido interior era indício do grande conflito pelo qual ele atravessava. Essa angústia lhe acarretou problemas físicos: “Enquanto me calei, envelheceram os meus ossos”.

Tão profundamente sofria em silêncio e falta de confissão que até sua saúde se desfez. Quando Davi por fim confessou seu pecado, expressou confiadamente: “Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste” (Salmo 51:8).

Tiago explica em sua epístola o procedimento a ser seguido quando um irmão fica enfermo: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5:14-16).

Deus conhece nossa vida, nossos pensamentos, nossas atitudes. Não há lugar nesse mundo onde possa- mos pecar sem sermos vistos. Tudo está descoberto diante do Senhor. De quem nos esconderemos? Aonde ire- mos? Deus vê todas as nossas ações!

Há pecados ocultos na vida? O remédio é fácil: confissão. Confessar e expressar claramente em palavras a falta cometida. Não é pedir perdão; isso vem depois. Pri- meiro é necessário confessar, reconhecer através de uma manifestação verbal que pecou e descrever qual é esse pecado. É preciso confessar a Deus e aos irmãos. Abrir o coração ao pastor ou a quem for seu líder espiritual e pe- dir oração para que haja libertação e vitória. Nunca se fechar ou ocultar, porque cada área da vida que permanece em trevas é um território de Satanás, a partir de onde ele pode operar de forma destrutiva sobre a mesma.

Em certa ocasião, durante um retiro espiritual, uma jovem cristã se aproximou e me pediu oração. Desde muito tempo tinha uma opressão em seu peito. Sentia-se perturbada e desejava que eu orasse por ela para que fosse liberta, pois pensava que poderia tratar-se de laços satânicos. Por dez minutos eu repreendi o demônio sem que nada acontecesse. Parei e perguntei a ela: “Há algum pecado oculto em sua vida?” Respondeu-me que não. Mas os tremores aumentaram. Poucos instantes depois, enquanto continuávamos orando, ela caiu quebrantada e disse que tinha um pecado para confessar. Havia cometi- do fornicação, mesmo sendo cristã e ativa na obra. E não só uma vez, mas muitas. Quando abriu seu coração e confessou, oramos por ela e imediatamente foi liberta de sua opressão interior.

Lembro minha própria experiência. Aos vinte ou vinte e um anos o Senhor me mostrou que eu devia confessar meus pecados. Desde pequeno, por diversas oportunidades eu havia roubado dinheiro dos meus pais. O Espírito de Deus me impelia a confessar. Lutei interiormente para fazê-lo por dezoito meses. Porém, não tinha coragem. Me dava muita vergonha. Meus pais haviam depositado sua confiança em mim. Sendo criança eu tinha acesso à caixa do negócio que meu pai tinha em sociedade com dois tios. Quantos transtornos interiores experimentei durante esse período! “Enquanto me calei, meus ossos se envelheceram”, havia dito Davi. Em meu caso não foram os ossos, mas o sistema respiratório. Meus pulmões se encheram de catarros durante a maior parte do inverno e também em outras épocas do ano. E aquela bronquite se transformou em asma. Foi quando final- mente confessei e pedi que orassem pela minha saúde. Depois de três dias não restava um só catarro em meu peito. Deixei as injeções que estava tomando e parei com todos os medicamentos. Nunca mais precisei deles! O Senhor me havia curado.

Quando o conflito interior é trazido à luz, vem o alívio para todo o corpo. O organismo humano não foi desenhado para viver em tensão ou debaixo de pressão. Foi feito para existir em paz.

Jorge Himitian
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Extraído do livro Curados pela Palavra, que pode ser adquirido na loja Servo Livre.

 

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