O quanto você é santo?

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No calendário católico, o dia de ontem (1 de Novembro) foi o dia de todos os santos. Porém, há uma brincadeira na internet dizendo que esse é o dia do homem, pois “todo homem é um santo”. Uma brincadeira com um velho estereotipo de um homem que “apronta”, usufrui até mesmo de “direitos” de errar, saindo ileso de suas responsabilidades. A interpretação é aberta, mas o principal garoto propaganda dessa brincadeira que testemunhei foi o “Sr. Madruga”, personagem da série Chaves que era um “picareta” e que muitas vezes conseguia se safar ileso de suas irresponsabilidades. Mesmo compreendendo que se trata de uma brincadeira, acho uma pena o homem ser representado por essa caricatura.

Ser um santo é uma expressão que pode ter alguns significados, embora um dos mais usados seja para se referir a alguém que se comporta de maneira hipócrita., que aparenta ser “bonzinho” mesmo não sendo. Tem até a variação da expressão muito usada pelos antigos: “santo do pau-oco”. Meu professor de história do ensino médio me disse que a origem está no tráfico de ouro, para fugir dos altos impostos que Portugal cobrava na era da mineração no Brasil. A teoria que me ensinou era de que atravessadores usavam esculturas de “santos” católicos, ocos que levavam pequenas pepitas de ouro dentro, sem que os cobradores de impostos percebessem.

O fato é que ser santo se tornou uma expressão que esvazia completamente o significado e a importância real que tem. Pelo medo de ser taxado, muitas vezes até dizemos: “não sou um santo…mas…”. E o que as Escrituras dizem a respeito de quem são os santos?

Vejamos abaixo as primeiras vezes que o Novo Testamento usa o termo se referindo a pessoas comuns:

  • Quando Deus fala a Ananias para que fosse visitar Saulo: “Ananias, porém, respondeu: Senhor, de muitos tenho ouvido a respeito desse homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém” (Atos 9:13).
  • Pedro visita os santos que habitavam em Lida: “Passando Pedro por toda parte, desceu também aos santos que habitavam em Lida” (Atos 9:32).
  • Na ressurreição de Dorcas, viúvas comuns foram chamadas de santas: “Ele, dando-lhe a mão, levantou-a; e, chamando os santos, especialmente as viúvas, apresentou-a viva” (Atos 9:41)

Como pode pessoas comuns, pecadoras serem chamadas de santas? Paulo dá uma pista quando escreve aos Romanos:

“A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Romanos 1:7).

Na carta aos Efésios explica:

“assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor” (Efésios 1:4).

Esse tipo de declaração ocorre diversas vezes se referindo à igreja. A realidade é que todos fomos chamados para sermos santos! Como isso acontece e através de que?

Jesus explica na oração sacerdotal quando pede ao Pai para que santificasse os Seus:

“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (João 17:17).

Somos santificados na Palavra. Ela é quem nos santifica quando cremos e nos entregamos a ela.

Encontramos na carta aos Hebreus, de maneira minuciosa, como fomos santificados:

(Ler o capítulo inteiro para entender o contexto)

“Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus” (Hebreus 10: 10-12)

É espetacular conhecer e compreender a grande honra e conquista de termos sido feitos santos para Deus. Uma conquista que não foi nossa, foi exclusivamente de Cristo. Mas ela traz benefícios incomensuráveis, não podemos medir.  Mesmo sendo errados, cheios de pensamentos e hábitos maus, através de Cristo, somos vistos pelo próprio Deus como santos. E estamos em processo gradual de santificação, até alcançarmos o que é maduro. Não devemos nos esquecer e muito menos deixar de compreender no espírito, como isso acontece. Não vamos negligenciar e nem banalizar essa verdade!

“Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2:12,13).

Ideraldo Costa de Assis

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Equipe . Conexão Eclésia em Conexão Eclésia
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