Nem a angústia poderá nos separar

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Se tem algo que afeta constantemente a vida de mulheres, principalmente, é a angústia. Sofremos quando não vemos um desejo realizado, quando temos menos do que gostaríamos, quando alguém nos magoa, quando um filho não está bem, quando não damos conta do trabalho, quando as coisas, no geral, não estão da maneira que gostaríamos. Sofremos. E a forma como esse sofrimento mais se expressa em nossa rotina, é a angústia.

Segundo o diretor do departamento de saúde mental e abuso de substâncias psicoativas da OMS, as mulheres sofrem de depressão 50% mais que os homens. Nossas variações de sentimentos são intensas no decorrer de um dia. Existe, inclusive, um gráfico humorístico que circula na internet, que mostra a variação de humor de um homem no decorrer de uma semana, estas bem espaçadas e constantes. E o da mulher, numa oscilação frenética entre o ótimo e o ruim em apenas um dia. Apesar de ser uma brincadeira, esse gráfico acaba descrevendo a realidade de nossos corações de uma maneira geral. Posso agregar, ainda com muita liberdade, pelo fato de eu mesma ser uma mulher, que é bem provável que se houvesse algum livro de salmos escrito por uma de nós, seria um livro muito louco. Seriam dezenas de salmos de alegria, tristeza e raiva em um só dia.

De fato, quando analiso minhas orações no decorrer de um dia, dou muitas graças a Deus por Ele ser tão imutável e constantemente paciente conosco, de forma tão assustadora. Ele não se abala com o fato de estarmos abaladas. E é nisso que podemos colocar nossa confiança.

Alguns textos referentes a angústia, tem me deixado impactada de uma maneira diferente. Em Romanos, Paulo chega à conclusão:

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Romanos 8:35).

Nunca havia reparado a palavra angústia nesse versículo. Paulo sabia que existem certas angústias tão profundas, que a impressão que nos causam é de que parece que estamos sozinhos e abandonados. Mas, isso são apenas sensações da nossa frágil alma. Um vulcão de sentimentos entra em erupção e despeja dentro de nós apenas pensamentos negativos, pessimistas e de inferioridade. Mas, na maioria das vezes, boa parte deles são enganosos e errados.

Esses sentimentos, apesar de nos impulsionarem ao medo e a toda essa fragilidade, precisam começar a ser fonte de uma decisão de fé. Não fé de que tudo vai passar ou melhorar. Mas, fé no amor de Deus por nós, já registrado em sua Palavra imutável. Fé de que não importam as circunstâncias, sempre haverá a possibilidade de uma esperança ressurgir por causa da grande bondade de Deus. Ele que está sempre disponível a nos conduzir ao arrependimento e a nos levar por um caminho que, embora de morte e humilhação de nossa carne, resultará na verdadeira vida, a vida no Espírito, pelo poder do Espírito. Uma vida não mais baseada em circunstâncias que passam. Essa sim, sem dúvida, é nossa verdadeira saída para uma vida constantemente atormentada pela angústia.

“Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram” (Hebreus 4:2).

Mas, como viver a verdade do amor de Deus e da Palavra que afirma que nada nos separa de Seu amor, ainda que nossos sentimentos falem o contrário? Como viver isso se nos falta fé? Uma coisa que, com certeza nos ajudará a nos dispor a crer nessa verdade, será conhecer um pouco mais de nosso próprio coração. Ainda em Marcos, capítulo 4, diz que existem vários tipos de coração que recebem a Palavra e que um deles, inclusive, tem a  grande propensão em deixar a angústia penetrar de tal forma a não ter fé. E a não dar o fruto da confiança para a glória de Deus.

“Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo, antes, de pouca duração; em lhes chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam” (Marcos 4:17).

Quando temos a convicção de qual tipo de coração temos, podemos confessar isso e pedir a Ele fé constantemente, a fim de que nosso coração creia no que Ele diz e em quem é. E há algo maravilhoso nisso: saber que Jesus compara nosso coração a uma terra. Ou seja, algo que pode ser tratado, arado, conduzido por nosso lavrador, que é Jesus, a ser diferente. Se um cientista, com sua ciência limitada, consegue modificar solos dos mais improdutivos e improváveis a produzir fruto, quem dirá Aquele que é poderoso para fazer muito mais. É Ele quem nos dará a fé que precisamos para crer e viver baseados em suas promessas.

Escrevo estas palavras porque são muitas as vezes em que recorro a Deus pedindo fé, muitas mesmo, em momentos de angústia. São muitos os momentos que me vejo como Pedro, afundando. Mas, como em todas as vezes Deus sempre veio ao meu socorro, posso dizer pra você de coração pra coração:

“Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia” (Salmo 34:8).

Em Cristo,
Ana Carolina de A. Brum Pires

Conexão Eclésia

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