Aos que são ou querem ser pais

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Tenho ouvido amigos que querem ser pais, e outros que já são, repetirem uma ideia que já me veio algumas vezes à mente quando o assunto é ter e criar filhos. Parece que existe um temor no inconsciente coletivo, principalmente de muitos cristãos, quando pensam em colocar mais um “serzinho” no mundo. Talvez esse temor surja do fato de conhecer um pouco da Bíblia, observar Jesus há algum tempo e de saber que suas afirmações sobre o futuro da humanidade mostram pioras significativas no coração e no comportamento das pessoas. O conhecido Sermão Profético de Jesus é recheado dessas predições:

“Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mateus 24:10).

Paulo reforça que as coisas ficariam mais difíceis:

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” (II Timóteo 3: 1-4).

Essa lista de adjetivos pode assustar muita gente. É uma constatação do que já acontece. Parece que já vivemos esses dias e imaginamos logo como será quando as coisas piorarem mais. Nessa hora ,muitos são invadidos por um pessimismo sinistro que pode roubar nossa fé, alegria e principalmente nossa esperança e ação para contribuir com o propósito de Deus.

Por isso, minha proposta é animá-lo:

Não se esqueça do propósito de construir uma família!

Temos repetido exaustivamente: Fomos de antemão chamados segundo o propósito dEle! E os que foram chamados, foram predestinados a serem conforme a imagem de Jesus, para constituirmos uma família de muitos filhos também à Sua imagem! E quando temos filhos, eles nos reproduzem e as chances aumentam deles verem Jesus em nós e perpetuarem esse propósito. Portanto, naturalmente as dúvidas podem surgir: E os filhos de homens de Deus que não estão nem aí pra esse propósito? Minha conclusão é que a história não terminou. Lembro de um irmão muito querido que me respondeu isso quando eu o questionei sobre como ele via a situação de seu filho, até então perdido. Deus é fiel para completar a obra que iniciou em nossas vidas! Nossos filhos são herança do Senhor, mesmo quando se casarem. E se crermos e nos colocarmos nas mãos do oleiro, Ele tomará todas as medidas para alcançá-los, mesmo considerando o fato de que cada um prestará contas diante de Deus por suas próprias obras.

Os planos de Deus não podem ser frustrados. E se estamos concentrados e comprometidos com esse propósito. Ele é fiel para nos sustentar e guiar enquanto criamos filhos pra Sua glória. O problema é quando não temos um compromisso profundo em criar filhos pra glória de Deus! Pois os motivos para criar filhos podem ser egoístas e superficiais:

  • Para não ficarmos velhos e sozinhos;
  • Para termos com “o que” ou com “quem” ocuparmos nossa mente e nos distrairmos do vazio;
  • Por causa da pressão social;
  • Para realizar o “sonho” de ser pai ou mãe a qualquer custo;
  • Para projetar os nossos sonhos e realizações neles.

Essa é uma lista limitada, pois certamente existem muitos outros motivos que movem as pessoas a terem filhos. E se nossos motivos estão equivocados, corremos o risco com uma criação desfocada no que deveria ser central, e voltada para coisas insuficientes ou inúteis.

No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (I João 4 :18).

O amor amadurecido, lança fora o medo!

Precisamos viver essa vida com fé e esperança. Quando avançamos e crescemos em fé, abandonamos o medo. Não podemos paralisar diante do avanço das trevas pensando que elas triunfarão sobre a luz! Quanto mais experimentamos, mais confiamos em Seu amor. Se semeamos as sementes certas, devemos nos inspirar no agricultor que aguarda pacientemente o fruto de seu trabalho. Mas se semeamos as sementes equivocadas, não podemos esperar frutos diferentes.

Cuidado com o pessimismo e a forma negativa de enxergar as coisas! Nem pessimismo nem otimismo, mas a fé.

e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (I João 5:4).

E se o medo for preguiça?

A preguiça não é necessariamente a visão negligente e relaxada que temos dela. Pode ser simplesmente a fuga de uma responsabilidade, de não assumir algo que dê trabalho. Todos estamos suscetíveis a ela. Já me vi algumas vezes com pensamentos preguiçosos. Tomando inconscientemente o caminho mais fácil conforme a lei do menor esforço. Observe e examine se o seu medo não está fundamentado na preguiça.

“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12:21).

A aplicação dessa palavra não pode ser comprometida nessa hora. Se cremos que maior é Aquele que está em nós do que aquele que está no mundo, não podemos deixar de fazer algo movidos ou paralisados pelo medo. Que o Senhor nos fortaleça pra sermos pais que não exitam em criar filhos pra Sua glória, mesmo que isso nos custe caro. É claro que podemos contribuir com o propósito de Deus cuidando de filhos espirituais, mas meu desejo é animar meus irmãos a serem livres do medo da maldade do mundo. Somos sal, somos luz, somos parte do reino do Filho do amor de Deus. Somos sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva. Que nossos filhos sejam participantes disso!

Em Cristo,
Ideraldo Costa de Assis

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