Meu filho não gosta de cumprimentar as pessoas. O que devo fazer?

meu filho não gosta de cumprimentar
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Já notou como é comum as crianças não terem o desejo voluntário de cumprimentar a todos? Às vezes chegam a recusar-se, mesmo quando incentivadas pelos pais, a cumprimentarem algumas pessoas, ou qualquer pessoa. Uma postura bem comum dos pais diante desta atitude dos filhos é buscar uma justificativa, como por exemplo: “Ele está com sono” ou “Ela é tímida”. Outra postura comum, principalmente no meio cristão, é a de aproveitar a oportunidade para exercer sua autoridade, algumas vezes forçando a barra, constrangendo a si próprio, à criança e à pessoa a ser cumprimentada.

Mas qual seria a atitude mais adequada? Esse é um tema que tem chamado nossa atenção há algum tempo. Pois negar-se a cumprimentar as pessoas, pode parecer um comportamento inofensivo, entretanto, há mais do que apenas timidez por trás dessa atitude. Principalmente, porque o coração da criança é conhecido através de suas ações (Pv 20,11).

Para avaliarmos com mais profundidade, precisamos levar em conta que o pecado é inerente ao ser humano (Rm 5,12).  Somos pessoas más e naturalmente egoístas (Sl 51, 5) e, desde que nascemos, buscamos fazer somente aquilo que nos agrada, não nos importando com o que Deus pensa a nosso respeito, ou mesmo sobre como as nossas atitudes refletem na vida das outras pessoas. Alguns estudiosos da área da educação reforçam essa verdade, ao afirmar, baseando-se em estudos e pesquisas que, principalmente na segunda infância (entre 3 e 6 anos), a criança se vê como centro do universo e pensa que todas as pessoas vivem em função dela, para servi-la. Tanto que algumas teorias intitulam essa fase como “egocentrismo” (eu no centro). Contudo, é fundamental lembrarmos que a criança não percebe a vida da mesma forma que nós adultos, ela está construindo uma visão de si própria e do mundo em que vive. A criança é imatura, e como consequência dessa imaturidade, cometerá tolices. Por isso, precisa ser ensinada e corrigida (Pv 22,15).

Uma verdade fundamental a ser considerada na educação das crianças é a de que tudo começa no coração (Pv 20, 11; Jr 17,9; Mt 15, 19). Portanto, o alvo principal dos pais nessa missão, deve ser enraizar os princípios no coração da criança. Para isso, o treinamento é fundamental! Assim como um jogador precisa ser treinado para uma partida de futebol, a criança também precisa ser treinada para temer a Deus e obedecer a sua palavra em amor a Ele. Um princípio fundamental para a criação de filhos é: não faça aos outros, aquilo que você não gostaria que fizessem a você, mas faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você. Nas palavras de Jesus: “ame ao teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22, 39). Se este princípio for plantado no coração de seu filho, bem como, desenvolvido por meio do ensino e principalmente do seu exemplo, com certeza, isso será visível em sua forma de pensar e de agir (Pv 4, 23). Uma educação que visa transformar o caráter, construirá na criança características como a prudência, o autocontrole e a sabedoria, além disso, produzirá a base necessária para que a criança tome sua própria decisão por amar e seguir a Jesus (Pv 22,6; Jo 14,6). Além disso, se o coração não é treinado para obedecer e submeter-se a Deus, independentemente de concordar ou não com sua direção, a criança será dominada pelo pecado (Rm 5, 12-18; Rm 6, 16).

Também precisamos considerar que a criança não quer se dar ao trabalho de cumprimentar o outro, pois ainda não aprendeu a dar às pessoas a importância que de fato elas têm. Por isso os pais precisam buscar no Senhor, sabedoria e sensibilidade para discernir seu filho. Creio que obrigar a criança a beijar e abraçar as pessoas não é a forma indicada para ensiná-la a amar o próximo, até porque beijos e abraços são demonstrações de afeto espontâneas e vão acontecer conforme a criança for se sentindo à vontade. Contudo, ela precisa aprender a confiar em seus pais. Além disso, um aperto de mão ou um simples “oi”, são respostas educadas que demonstram obediência à direção dos pais, quando esta lhe for dada.

Um passo prático nessa situação é: antes de algum evento, conversar com a criança e explicar que as pessoas irão falar com ela e que é educado cumprimentar, responder ao que perguntarem e agradecer, caso receba algum elogio. Mas se essas situações acontecerem e a criança não responder conforme foi orientada, não a corrija em público ou mesmo justifique-se. Apenas sinalize às pessoas que a criança está sendo ensinada. Justificar-se pode dar ao seu filho a visão equivocada de que você aceita este comportamento, o que pode causar confusão na compreensão dele quanto à situação. Informe também as consequências de não responderem adequadamente e as cumpra, para que isso fortaleça a confiança dele em você. Mas é importante que os pais sejam sensíveis e cuidadosos ao exercer sua autoridade, pois chamar a atenção do seu filho para essa situação apenas no momento em que isso acontece, não vai resolver o problema. É necessário ensinar, e ensinar é um processo que requer paciência, perseverança e grande investimento de tempo.

Outro ponto importante é certificar-se de que a criança compreendeu como ela precisa agir, pois se não houver a aprendizagem da criança, a correção não será eficaz.

Fabiane Aleixo

Conexão Eclésia

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