“Me enganei. E agora?”

me enganei
Compartilhe 😉Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInPin on Pinterest

Jesus nos prometeu e enviou o Espírito Santo. Ele seria o consolo que os discípulos receberiam pelo fato da própria Alegria ter andado ao lado deles e depois ter partido. Ele é o consolador. Mas também é aquele que não nos deixaria confundidos e desorientados:

“quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir” (João 16:13)

Consolador, “parakletos”, significa chamado a se colocar do lado de alguém. Seria aquele que nos conduziria, não nos deixaria perdidos, sem direção, sem o testemunho que precisaríamos dar diante das cortes. Seria aquele que nos orientaria e não nos deixaria enganados. É o Espírito da verdade, Ele testifica da verdade. Um testemunho preciso e exato para dirigir nossas vidas habitando dentro de nós.

Como pode alguém que tem o Espírito Santo ser enganado? Como alguém orientado por aquele que sabe todas as coisas pode se enganar? Quando e como acontece esse engano?

Quanto à pergunta do título deste post – “Me enganei. E agora?” -,  a verdade é que, mais importante do que saber o fazer nesse momento, é identificar o que te levou a ser enganado.

Gostaria de registrar alguns acontecimentos que julgo serem motivo de muitos de nós caírem em alguns enganos ao longo da caminhada:

Quando sou envolvido pela minha própria cobiça:

“Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz” (Tiago 2:14).

Foi assim que Eva foi enganada.

“Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (2 Coríntios 11:3).

A nossa cobiça nos torna presas fáceis do engano. Muitas vezes enganamos a nós mesmos e nos convencemos de algo quando já estamos seduzidos por um desejo. Damos ouvidos à sedução por algo que nos atrai e mergulhamos de cabeça no engano conveniente. Inclusive nos últimos dias em que vivemos muitos seguem o engano e buscam mestres segundo a própria cobiça:

“cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Timóteo 4:3).

Quando criamos expectativas equivocadas e irreais

Jesus sabia exatamente quem era o homem, sabia com que estava lidando. Não hipervalorizava  as qualidades de quem o cercava, tampouco menosprezava a capacidade de fazer o mal. E por isso não nutria expectativa errada sobre eles. Se relacionou de maneira simples, profunda, doada mas não se feriu com expectativas equivocadas. Ele não se enganava por que sabia gerir as expectativas de forma espiritual. Muitas vezes nos enganamos por que nos convencemos com a projeção irreal que criamos de pessoas que admiramos ou amamos.

“mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos. E não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana” (João 2:24-25).

Quando ignoramos os alertas do Espírito

“Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito” (Provérbios 16:2).

À nossa vista as coisas são interpretadas pelas aparências, pelos fatos, evidências e cálculo. Mas tudo isso é insuficiente para discernir o caminho que devemos andar. Não temos na razão e muito menos nas emoções as condições plenas de analisar de maneira eficiente. Precisamos do Espírito de Deus em nós que nos aconselha e nos adverte sobre o caminho. Só Ele conhece os percalços e desafios que temos à frente. Quantos se enganam na sua própria avaliação por se apoiarem no próprio entendimento?

Quando confundimos o que é espiritual

Muitas vezes nos enganamos por que confundimos o que é espiritual. Temos uma concepção simplesmente mística, fantasiosa e corrupta do que é espiritual. Paulo adverte a Timóteo sobre os perigos da aparência de piedade e da fé fingida quando descreve os homens dos últimos dias:

“traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2 Timóteo 3:4-5).

Inúmeras vezes vejo amigos e irmãos confundindo o espiritual com o politicamente correto, a aparência de piedade sem o verdadeiro testemunho de piedade. Abre-se o coração e abaixa-se a  guarda para o simples discurso bonito sem o discernimento mais aprofundado. Poucos são como os de Bereia, que conferiam cada palavra dos apóstolos com a Escritura.

Quando confundimos a voz de Deus com a do próprio coração.

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9).

E por último, minha confissão é que por muitas vezes já fui enganado pelo meu próprio coração. Ele nos engana pois é corrupto! Em nome de desejos pessoais e obstinação, muitos confundem “culposamente” mas também “dolosamente”, a voz de Deus com a de seu próprio coração.

Tudo acaba culminando nisso: Precisamos aprendemos com Deus a amadurecer nossa percepção de Sua voz e no nosso sincero interesse em realizar Sua vontade como sendo a única que interessa ser buscada. Mesmo tendo o Espírito da verdade em nós, o engano acontece por que muitas vezes o escolhemos. E devemos admitir que nos enganamos. Enganamos a nós mesmos! Pois Ele é fiel para não nos deixar enganados!

Se nos enganamos, o caminho é admitir isso. É nos humilhando sob a mão de Deus, buscando a verdade no corpo de Cristo, no conselheiro fiel, nas feridas de quem ama e rejeitando o conforto da fé nas “verdades” convenientes. Precisamos de doses de realidade aliadas ao bálsamo da Palavra fiel e digna de toda aceitação, que irá nos conduzir e instruir para o alvo.

Ideraldo Costa de Assis

blank
Siga

Ideraldo de Assis

Equipe . Conexão Eclésia em Conexão Eclésia
blank
Siga

Últimos posts por Ideraldo de Assis (exibir todos)

Compartilhe 😉Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInPin on Pinterest