Como entender que todas as coisas cooperam para o nosso bem?

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“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28).

Esse é um texto bonito de ler mas difícil de ser compreendido quando as tribulações nos sobrevêm. Ao passarmos por tribulações, geralmente temos muita dificuldade em entender como elas podem contribuir para o nosso bem.

Às vezes o nosso discurso quando tudo vai bem é um, mas quando o Senhor nos coloca em provas, é outro. Muitas vezes a nossa boca louva nos momentos bons mas murmura, reclama e questiona nos momentos ruins. Muitos, inclusive, desistem da fé por causa de sofrimentos. Seria fácil entender que “algumas coisas” cooperam para o nosso bem, mas TODAS AS COISAS é difícil. Alguns diriam: impossível! Como entender isso?

O texto de Romanos 8 é muito forte. Ele diz que todas as coisas cooperam. “Todas as coisas” é tudo aquilo que vivemos. São as coisas boas e ruins, as pequenas e as grandes.

Creio que a primeira barreira para o nosso entendimento se fortalece quando assistimos algumas derrotas justo na hora em que a tribulação chegou. Presenciamos pessoas que ao invés de se tornarem mais fortes ao passarem por sofrimentos, durante a dor, entregam os pontos, abandonam a fé. Como entender que “todas as coisas cooperam para o nosso bem, quando o testemunho que temos é justamente o contrário? Gente que vinha bem na caminhada, quando atribuladas, olharam para trás e desistiram de seguir o Mestre. Não dá para aceitar uma verdade que contradiz tão drasticamente os fatos diante de nós.

O texto de Romanos prossegue dizendo que todas as coisas cooperam para o bem “daqueles que amam a Deus”. Paulo não disse que todas as coisas cooperam para o bem de todos, mas daqueles que amam a Deus. É fato que em várias tribulações nós vemos pessoas se perderem. Naufragarem na fé literalmente. Se Deus ama todo mundo, como pode isso acontecer? O amor do Senhor por nós é incondicional, independe do que fazemos ou deixamos de fazer. Ele não apenas tem amor, mas Ele é amor – Sua essência é amor. Mas a questão é: Nós amamos a Deus? A Bíblia diz que o Pai procura aqueles que O adoram (João 4:23), aqueles que O amam de todo o coração (Mateus 22:37). Não basta somente ser amado por Deus, mas é necessário também amá-Lo e quanto mais O conhecemos, mais O amamos. E quando amamos a Deus, Ele faz com que TODAS AS COISAS cooperem para o nosso bem. Está escrito assim! Quando amamos a Deus as tribulações nos aproximam Dele. Como aquela canção antiga: “Mais perto quero estar meu Deus de Ti. Ainda que seja a dor que me una a Ti.” O amor a Deus que se manifesta através da nossa obediência à Sua Palavra (João 14:21) suporta sofrer para a glória do Senhor, cuidando da nossa própria consciência e do nosso testemunho diante dos homens, anjos e demônios.

Talvez, uma outra barreira à nossa compreensão, sejam as crenças mundanas. As pessoas que têm suas mentes voltadas para a teoria da Evolução, por exemplo, não conseguem entender essa verdade, pois a Evolução estabelece um fundamento de que o homem é resultado do acaso, enquanto a bíblia mostra que o homem é resultado de um propósito divino. Como alguém pode ver bênção numa tragédia quando acredita que a vida não tem propósito? Como entender a ação do Espírito se não cremos que Deus nos chamou segundo o Seu propósito? Nós não somos um “acidente”, mas um projeto de Deus – o Senhor não cria e não faz nada sem um motivo, um propósito claro e estabelecido. Tudo o que Ele faz tem começo, meio e fim. Quando estamos dentro desse propósito Ele faz tudo cooperar para o nosso bem.

Penso que um outro obstáculo ao nosso entendimento é porque nós sabemos que muito do nosso sofrimento é consequência dos nossos pecados. Desta forma fica difícil acreditar que tudo vai cooperar para o nosso bem. No fundo, não achamos justo! Parece que estamos quebrando a “lei da semeadura”. Não é raro perguntarmos onde foi que erramos, quando algo ruim está nos acontecendo. Infelizmente muito do sofrimento humano é consequência da sua semeadura. Embora existam também muitas coisas que nos acontecem que não vêm por causa de algo ruim que plantamos – são tribulações permitidas por Deus para provar a nossa fé, como aconteceu com Jó. No entanto, quer tenhamos plantados ou não, uma coisa é fato, nossos corações se revelam em meio ao sofrimento.

Deus não precisa de provas para saber o que está dentro dos nossos corações, mas nós precisamos. Quando o Senhor consente com o nosso sofrimento, nos colocando em provas passamos a ver quão irracionais somos:

Eclesiastes 3:18 – “Disse ainda comigo: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prove, e eles vejam que são em si mesmos como os animais.”

Será que Deus espera que algo aconteça quando nossos corações são revelados em meio ao sofrimento? Será que ver a nossa própria miséria pode nos ajudar em alguma coisa? Quando somos revelados acerca do propósito eterno de Deus, não apenas passamos a compreender a importância do sofrimento, mas aceitamos passar por tribulações, enxergando uma transformação em nosso caráter que irá contribuir diretamente com o propósito eterno de Deus.

Deus nos criou com um propósito, e precisamos entender qual é esse propósito. Em continuação ao texto, Paulo começa a explicar qual é esse propósito de Deus:

Romanos 8:29,30: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.”

Quando Deus de antemão nos conheceu, Ele nos predestinou para sermos conforme à imagem de Jesus, Seu filho, para termos o mesmo caráter de Jesus. Quando um cristão não entende isso ele se torna um problema pois não aceita ser corrigido, não aceita mudanças em sua vida e caráter, não entende que Deus tem um plano de transformação para ele. É semelhante a uma criança que nasce e não desenvolve, que permanece imaturo a vida toda, pois se converter e não mudar, permanecer o mesmo a vida inteira e um atentado ao propósito eterno de Deus. Assim, para aqueles que têm e aceitam o propósito de serem cada dia mais parecidos com Jesus, todas as coisas irão cooperar para seu bem. O sofrimento, para aqueles que entendem o Propósito, é para nos aperfeiçoar (1 Pedro 5:10). É com esse Jesus que obedeceu até o fim, até a Sua morte, que Deus quer que nos pareçamos:

Hebreus 5:8,9: “…embora sendo Filho, (Jesus) aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem…”

Você pode fazer a seguinte pergunta: “Para que” Deus quer que nos pareçamos com Jesus? “A fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. Esse é o propósito de nos parecermos com Jesus: que Ele seja o Primogênito e nós parecidos com Ele. Jesus é o Filho unigênito do Pai (João 3:16), ou seja, Ele só tem um gene, o gene do Pai. Mas Ele se tornou, pela morte e ressurreição o Primogênito do Pai, ou seja, Ele é o Primeiro de muitos. Deus planejou que Jesus fosse o Modelo Primeiro e Único entre muitos irmãos. Quando as pessoas amadurecem e se tornam mais parecidas com Jesus, conformadas ao Seu caráter, elas fazem com que o Primogênito apareça. A falta de compromisso com a maturidade gera cristãos carnais, egoístas, infiéis e verdadeiros escândalos para a sociedade descrente.

Sobre esse tema, gostaria de recomendar a leitura de uma mensagem que tive a oportunidade de publicar há alguns anos. Trata-se do livro Plenitude: Cooperando com o crescimento da Igreja, onde abordo o tema do nosso compromisso com a maturidade.

Deus faz com que todas as coisas cooperem com o nosso bem com o único propósito de nos fazer parecidos com Jesus, pois toda esta carnalidade precisa acabar para que Jesus seja o Primogênito entre muitos irmãos, para que sejamos uma só família. Para isso o Senhor envia tribulações, para que sejamos moldados e cresçamos a cada dia. Quem passa pelas provações e sai louvando a Deus, já não é mais a mesma pessoa – algo mudou dentro de si. Por amar a Deus e entender Seu propósito, as coisas que lhe sucederam contribuíram para seu bem e ele cresceu, foi aperfeiçoado.

Salmos 90:15; 119:67,71: “Alegra-nos por tantos dias quantos nos tens afligido, por tantos anos quantos suportamos a adversidade (…) Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra (…) Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos.”

 Isaías 64:8: “Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos.”

 2 Coríntios 4:17 (RA): Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,

Toda confusão e divisão terminam quando começamos a nos parecer com Jesus. Quanto mais parecidos com Ele, mais unidos seremos. Quando somos conformados à imagem de Jesus (qualidade) duas coisas aparecem: unidade e quantidade. O Primogênito aparece “entre muitos irmãos”.

É uma fórmula muito simples: amor para dentro = unidade, amor para fora = quantidade. Ou seja, quando somos parecidos com Jesus amamos a igreja, os irmãos, a unidade se manifesta; quando somos parecidos com Jesus amamos as pessoas de fora da igreja, a quantidade se manifesta, há multiplicação do rebanho. Quando nos parecemos com Jesus estamos cheios de amor, estamos comprometidos com a missão dada pelo Senhor.

A condição para não naufragarmos na fé quando passamos pela tribulação é entendermos o propósito eterno de Deus. A solução para toda dor é desejarmos e buscarmos nos parecer cada dia mais com Jesus. A bênção é aproveitarmos todos os sofrimentos, oportunidades e provas que Deus nos dá para nos humilharmos, nos quebrantarmos e amadurecermos; não fugir da prova, antes, tomar seguir em frente com os olhos em Jesus. Tudo vai dar certo para alguém que entendeu que Deus quer moldá-lo conforme a imagem de Jesus para que o Pai tenha uma família de muitos filhos iguais ao Seu Primogênito.

Deus sempre quis ter uma família de filhos iguais a Jesus e não vai desistir desse Seu eterno projeto. Que o Espírito Santo ilumine os olhos do nosso coração para contemplarmos o propósito do coração do Nosso Pai!

No amor do Senhor Jesus,
Sérgio Franco

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