Jesus é Deus? Por que crer nisso?

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Jesus é Deus, e eu creio nisso.

Já que o Pai testemuhou: “Este é o meu filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mateus 17:5), temos que ouvir o que Jesus diz a respeito de si mesmo. E se analisarmos com atenção, não teremos dúvidas: Jesus é Deus!

Ele se apresenta como Filho de Deus, enviado pelo Pai, a quem obedece em tudo. Contudo, ao mesmo tempo que demonstra sua total submissão ao Deus de Israel, Jesus também faz algumas afirmações no mínimo “estranhas” para quem cria em um único Deus. Além de exigir lealdade plena e o amor absoluto e incondicional de seus seguidores, Jesus chegou a dizer que que deveria ser honrado por todos,  assim como o Pai é honrado.

“E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou” (João 5:22,23)

Ser honrado como Pai? Como Jesus diz isso sem incorrer em blasfêmia, uma vez que o Deus de Israel não dá sua glória a outro (Isaías 42:8)? Só se Ele mesmo fosse Deus.

Jesus afirma ter uma relação única e especial com Deus, declarando que Ele e o Pai são um, e quem o vê, vê ao Pai. Suas declaração sobre sua filiação divina fizeram com que os judeus o acusassem de estar se fazendo Deus.

“Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5:18).

“Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10:33).

Alguém pode dizer que essa acusação dos judeus se devia a uma interpretação equivocada das palavras de Jesus. Porém, fica difícil afastar a divindade de Cristo quando seus próprios discípulos entenderam a mesma coisa que os judeus: Jesus é Deus!

João, apóstolo de Jesus,  é claro e enfático em expressar sua fé sobre quem o seu Mestre era, e assim ele inicia o seu Evangelho:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”(João 1:1).

Há muitas declarações dos apóstolos sobre a divindade de Jesus, e isso não pode ser ignorado, pois eles acompanharam o Mestre desde o princípio (João 15:27), e estiveram com Ele em suas provações (Lucas 22:28). Viram de perto o Jesus humano, sujeito à fome, sede, cansaço, sono, dores, e até mesmo a morte. E ainda assim, vendo tão de perto a humanidade de Jesus, concluíram que Ele era divino.

Jesus encarregou os apóstolos de testemunharem acerca dEle, juntamente com o Espírito Santo. Por isso, o que eles disseram sobre Jesus precisa ser considerado.

“Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. E vós também testificareispois estivestes comigo desde o princípio(João 15:26,27).

Jesus prometeu que o Espírito Santo guiaria os apóstolos em toda verdade (João 16:13). Ora, se o Espírito não conduziu os apóstolo à verdade sobre a divindade de Jesus, e eles se equivocaram quanto a esse tema, a promessa de Jesus não se cumpriu. Contudo, cremos que os apóstolos foram conduzidos pelo Espírito, e concluímos juntamente com eles: Jesus é Deus!

Ao longo de todo o Novo Testamento há muitas referência à divindade de Cristo. E por fim, no livro de Apocalipse, Jesus é claro quanto a quem Ele é, afirmando ser o Primeiro e o Último (Apocalipse 22:12,13), tal como o Deus do Antigo Testamento se apresentava (Isaías 44:6; 48:12). A expressão “Alfa e Ômega” é usada tanto em referência ao Pai (o que está assentado sobre o trono – Ap. 21:5,6) como em referência ao Filho (o Cordeiro – Ap. 22:12,13). Não temos como fugir do fato de que o Alfa e o Ômega não é outro senão o único Deus, o Todo-Poderoso.

“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era que que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apocalipse 1:8).

Como veremos adiante, não faltam evidências bíblicas que confiram a divindade de Jesus. Porém, como conciliar essa verdade com o fato de que há apenas um Deus.

Ao longo da história, alguns tem preferido negar a divindade de Jesus, pensando que com isso estão preservando a unidade de Deus. Outros têm preferido afirmar que Jesus e o Pai são a mesma pessoa, sendo apenas formas ou aspectos distintas de revelação de Deus. Contudo, ambas as posições desprezam verdades bíblicas. A primeira despreza a abundância de evidências em prol da divindade de Cristo. A segunda ignora os fatos que apontam que Jesus era distinto do Pai, de tal forma que foi enviado pelo Pai, obedecia ao Pai, orava ao Pai e até mesmo entregou seu espírito ao Pai. Então, Jesus não poderia ser o Pai.

Diante das evidências bíblicas, os cristãos creem que há um único Deus, que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são distintos um do outro e não se confundem entre si, mas existem eternamente em plena unidade, a ponto de cada um ser Deus, e ainda assim continua existindo apenas um único Deus, e nenhum outro.  As distinções entre Pai, Filho e Espírito Santo se dão dentro da unidade divina, e de forma alguma ela é rompida. A esse conjunto de verdades bíblicas, os cristãos tem dado o nome de Trindade. Portanto, toda a vez que você ouvir a expressão “trindade”, lembre-se que esse termo se refere a um conjunto de verdades bíblicas sobre Deus e a relação entre Pai, Filho e Espírito Santo dentro da unidade divina.

Como explica o teólogo B. B. Warfield: “Quando dizemos estas três coisas – que não há senão um só Deus; que o Pai, o Filho e o Espírito, cada um é Deus; que o Pai, o Filho e o Espírito, cada um é uma pessoa distinta – então enunciamos a doutrina da trindade em sua inteireza”.

O tema do presente estudo não é a Trindade, mas sim a divindade de Cristo. Por isso, não vamos nos aprofundar no tema da divindade do Espírito Santo, mas a penas a mencionamos juntamente com o Pai e o Filho.

Passaremos agora a apontar algumas razões bíblicas pelas quais cremos que Jesus é Deus:

1- Jesus é Deus, pois atribuiu a Si mesmo qualidades divinas e declarou ser um com o Pai.

Ao falar aos judeus, Jesus disse: “Antes que Abraão fosse, eu sou” (João 8:58). Com isso, não apenas afirmou ser pré-existente a Abraão, mas se apresentou da mesma forma que o Deus do Antigo Testamento se revelou a Moisés: “EU SOU (Êxodo 3:14). O nome divino “Eu Sou”, quando traduzido para a versão Grega do Antigo  conhecida como Septuaginta ficou como “Ego eimi”. É exatamente essa a expressão que Jesus usa em João 8:58, demonstrando que Ele é o “EU SOU” – o próprio Deus. Por causa desta declaração os judeus pegaram pedras para atirar em Jesus, pois estava declarando existência eterna.

Além disso, Jesus declarou aos judeus “Eu e o Pai somos um” (João 10:30), o que novamente desperta o ódio de seus interlocutores, pois entenderam que Ele estava se apresentando como Deus (João 10:33).   Ele também afirmou “Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14:9). Declarou ser o Autor e doador da vida, pois dá a vida a quem Ele quer (João 5:21), é o pão da vida (João 6:48) e é a ressurreição e a vida (João 11:25). Coloca suas palavras em igualdade com a Palavra de Deus, dizendo que elas não passarão (Mateus 24:35). Um profeta do Antigo Testamento diria “Assim diz o Senhor”, mas Jesus tem autoridade para dizer “Eu porém vos digo”.

Como já vimos em Apocalipse, Jesus afirma ser o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim, o Alfa e o Ômega, o Todo-Poderoso, tal como o Deus do Antigo Testamento (Apocalipse 1:8,17; 2:8; 21:5,6; 22:12,13; Isaías 44:6; 48:12).

2- Jesus é Deus, pois recebe adoração e glória juntamente com o Pai.

Jesus é claro do declarar “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto” (…). Porém, em seu ministério terreno Ele recebeu adoração (Mateus 28:9,17; Lucas 24:53) e afirmou que o Pai lhe confiou todo julgamento “para que todos honrem o Filho, como honram o Pai” (João 5:23). Em Apocalipse, vemos Jesus recebendo honra e glória juntamente com o Pai. “…Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 5:11-14). O Cordeiro é descrito como estando no meio do trono (Apocalipse 7:16,17). E a Cidade Santa é descrita como tendo um trono, que é de Deus e do Cordeiro (Apocalipse 22:3).

3- Jesus é Deus, pois os apóstolos afirmam isso com clareza.

Como já foi dito, João é categórico: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (João 1:1).

Ao encontrar Jesus ressuscitado, Tomé declara: “Senhor Deus e Deus meu!”, e Jesus lhe diz: “Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:27-29).

Aos Romanos, Paulo afirma que Cristo “é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre (Romanos 9:5).

Escrevendo ao seu filho Tito, Paulo não é menos claro acerca de sua fé sobre a divindade de Jesus: “aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus (Tito 2:13).

Já Pedro, escreve em consonância com os demais apóstolos: “Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (II Pedro 1:1).

E novamente João, em sua 1ª epístola sem sombra de dúvidas afirma: “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (I João 5:20).

Num dos textos  cristológicos mais conhecidos, Paulo afirma que Jesus subsistia em forma de Deus:

“Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:5-8).

Aos Colossenses, Paulo ensina que em Cristo habitava a plenitude de divindade. O que isso quer dizer senão que em Jesus são encontrados cada um dos tributos divinos?

“porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2:9).

4- Jesus é Deus, pois as Escrituras o revelam como Criador e Sustentador de todas as coisas.

“Todas as coisas foram feitas por intermédio dele,e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (João 1:1). Ele não estava apenas presente na criação. Foi por meio dEle que tudo foi criado, e sem Jesus nada existiria. Ele é o Autor da Vida (Atos 3:15).

O ensino de Paulo é esclarecedor ao diz que tudo foi criado não só por meio de Jesus, mas para Jesus. Ele é o propósito e o fim de todas as coisas: “pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (Colossenses 2:16,17). Todas as coisas subsistem em Cristo, tal como subsistem em Deus, “pois nele vivemos, nos movemos, e existimos” Atos 17:28).

A Epístola aos Hebreus não só afirma que o universo foi feito por meio de Cristo, como Ele mesmo é o sustentador de todas as coisas: “nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constitui herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (Hebreus 1:2,3).

5- Jesus é Deus, pois muitos textos do Antigo Testamento que falam sobre Deus os apóstolos entendem como referências ao próprio Cristo.

Na tabela abaixo, ao longo do Novo Testamento vemos muitos atributos divinos sendo atribuídos a Jesus, bem como vemos alguns textos do Antigo Testamento, que claramente falam sobre Deus, sendo aplicado como se fizessem referência a Jesus. Por isso, não resta dúvidas de que, para os escritores do Antigo Testamento, Jesus é Deus. Na tabela abaixo apresentamos algumas dessas referências.

Deus

Jesus

Diante de Deus se dobrará todo joelho e jurará toda língua (ver Isaías 45:23).  Todo joelho se dobrará ao nome de Jesus e confessará que Ele é o Senhor (Filipenses 2:10,11).
O SENHOR dos Exércitos será pedra de tropeço e rocha de ofensa às duas casas de Israel (ver Isaías 8:13,14)
Pedro aplica esse descrição a Jesus, dizendo que Ele é pedra de tropeço e rocha de ofensa para os que tropeçam na palavra (I Pedro 2:4-8).
Deus esquadrinha a coração e prova os pensamentos para dar a cada um segundo o seu proceder (Jeremias 17:10). Jesus diz ser aquele que sonda mentes e corações, e dará a cada um segundo as suas obra” (Apocalipse 2:23).
Deus é aquele que lançou os fundamentos da terra e que permanece sempre o mesmo  (Salmo 102:25-27). O autor da carta aos Hebreus cita o texto do Salmo 102:25-27,  aplicando-o a Jesus (Hebreus 1:8-12).
 Todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo (Joel 2:32a) Paulo cita o texto de Joel 2:32, para explicar que quem confessa Jesus como Senhor será salvo (ver Romanos 10:9-13).
 Deus se apresenta dizendo: “Eu sou o primeiro e eu sou o último” (Isaías 44:6; 48:12) Jesus se apresenta como sendo o primeiro e o último (Apocalipse 2:8) 

6- Conclusão: Creio, e não tenho dúvidas: Jesus é Deus!

Diante de tudo que foi exposto até aqui, podemos ter certeza que que Jesus Cristo é Deus, o Criador de todas as coisas, o Todo-Poderoso. Poderíamos seguir falando sobre textos bíblicos que reconhecem em Jesus atributos divinos, como a eternidade, a onipotência, a onipresença e a onisciência. Contudo, o pouco que apresentamos aqui já deixa evidente a verdade de que Jesus é Deus. Admitimos com fé essa verdade, ainda que esteja para além da nossa capacidade de compreensão. Mas isso não nos impede de crer naquilo que já está claramente revelado nas Escrituras, e de nos colocar diante dessa verdade com temor e tremor, sem diminuir ou acrescentar coisa alguma ao que nos revelado. E seguimos firme na esperança de que um dia compreenderemos todas as coisas, pois agora conhecemos em parte, mas conheceremos tal como somos conhecidos (I Coríntios 13:12), e estaremos para sempre com nosso Deus.

* Para complementar seus estudos acerca da pessoa de Cristo, recomendamos a leitura de série de 3 post do blog Voltemos ao Evangelho sobre o tema, os quais abordam a divindade, a humanidade e a união dessas duas naturezas na pessoa de Jesus.

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