Kylo Ren, Manassés e o arrependimento

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Acredito que, a esta altura, a maioria dos fãs de Star Wars já assistiram o Episódio VII. Afinal, já se passou quase 1 mês desde a estreia do filme. Se algum fã ainda não assistiu, acredito que foi por motivos alheios à sua vontade. Por isso, tomo a liberdade de compartilhar com vocês uma reflexão com spoilers, inspirada  em um paralelo entre vilão Kylo Ren e o 13º rei de Judá, Manassés.  Ambos possuem um traço em comum: decidiram tomar uma direção de vida diametralmente oposta à herança familiar que receberam.

Como era de se esperar, Kylo Ren tem ligação com a família Skywalker. É filho de Han Solo e de Leia Organa, sobrinho de Luke Skywalker, tendo começado a receber treinamento Jedi de seu próprio tio. Em algum momento de sua trajetória, Kylo Ren abandona o treinamento Jedi e debanda para lado negro da força. Esperamos que o próximo filme esclareça como o personagem, tendo uma origem familiar tão ligada ao lado luminoso da força, se deixou seduzir pelo lado negro, a ponto de matar o próprio pai.

Sobre Manassés, sabemos que foi um dos mais perversos reis de Judá. A Bíblia o descreve assim:

“Fez o que era mau perante o SENHOR, … tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, havia derribado, levantou altares aos baalins, e fez postes-ídolos, e se prostrou diante de todo o exército dos céus, e o serviu… Também edificou altares a todo o exército dos céus nos dois átrios da Casa do SENHOR, queimou seus filhos como oferta no vale do filho de Hinom, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros e prosseguiu em fazer o que era mau perante o SENHOR, para o provocar à ira. Também pôs a imagem de escultura do ídolo que tinha feito na Casa de Deus… Manassés fez errar a Judá e os moradores de Jerusalém, de maneira que fizeram pior do que as nações que o SENHOR tinha destruído de diante dos filhos de Israel” (II Crônicas 33:2-9).

Apesar de toda sua perversidade, Manassés era filho de um homem que promoveu uma reforma em Judá, conduzindo novamente o povo ao Senhor. Ezequias reparou e purificou o templo, restabeleceu os sacerdotes e levitas ao seu ofício, restaurou a celebração da Páscoa,  combateu a idolatria em Judá e também experimentou alguns milagres. Ao ser ameaçado por Senaqueribe, rei da Assíria, orou ao Senhor e foi salvo do cerco de Jerusalém. Numa noite, um único anjo exterminou cento e oitenta e cinco mil soldados assírios. Após esse livramento, Ezequias experimenta outro milagre. Tendo adoecido gravemente, foi avisado pelo profeta Isaías que iria morrer. Contudo, o rei não se conforma e clama a Deus. Então Isaías retorna com outra mensagem de Deus informando que teria mais 15 anos de vida.

Manassés não podia dizer que não tinha um exemplo de piedade em sua família, que não tinha uma herança de temor a Deus. Contudo, por alguma razão que a Bíblia não explica, Manassés toma caminho totalmente oposto ao de seu pai, e não somente se afasta do Senhor como também conduz o povo à perdição.

Não sabemos qual será o destino do vilão Kylo Ren. Será que ele terá uma redenção? Estamos a espera dos próximos episódios para sabermos disso. Contudo, o final de Manassés já conhecemos, e sabemos que, apesar de toda a sua perversidade, sua trajetória consegue se converter numa história de esperança, de arrependimento e de perdão. Uma demonstração de que onde abundou o pecado, superabundou a graça.

Debaixo de um juízo de Deus, Manassés foi aprisionado pelos assírios e feito cativo na Babilônia. E ali encontrou lugar de humilhação e arrependimento. Estando em angústia, suplicou e muito se humilhou perante Deus. E então o Senhor se tornou favorável a ele, atendeu sua oração, e o fez retornar a Jerusalém, ao seu reino. “Reconheceu Manassés que o SENHOR era Deus” (I Crônicas 33:11-13).

Ao se arrepender e ser restabelecido no reinado, Manassés começa a apresentar o devido fruto.

“Tirou da Casa do SENHOR os deuses estranhos e o ídolo, como também todos os altares que edificara no monte da Casa do SENHOR e em Jerusalém, e os lançou fora da cidade. Restaurou o altar do SENHOR, sacrificou sobre ele ofertas pacíficas e de ações de graças e ordenou a Judá que servisse ao SENHOR, Deus de Israel” (II Crônicas 33:15,16).

Enfim, Manassés consegue ser uma demonstração de que é possível o arrependimento, a mudança de mente, não importa qual seja o pecado, e que Deus é misericordioso e poderoso para mudar qualquer história. Como o próprio Senhor declarou:

“Venham, vamos refletir juntos”, diz o Senhor. “Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão” (Isaías 1:18).

Portanto, onde há arrependimento e humilhação, aí está o perdão do Senhor. Ele é bondoso e perdoador, rico em graça para com todos que o invocam (Salmo 86:5)

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