O instinto sexual não é pecaminoso

O instinto sexual não é pecaminoso
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As pessoas têm consciência do sexo assim como têm consciência da fome. Se a fome é uma necessidade natural e física, o sexo, então, é também uma necessidade natural do corpo. O sentir fome é coisa natural e não pecado. Mas se a pessoa roubar comida, o seu ato se torna pecaminoso. Não é algo natural. Da mesma forma, a consciência do sexo é natural, não sendo reconhecida como pecado. Somente quando alguém age de maneira imprópria para satisfazer o seu desejo é que está pecando.

O instinto sexual foi concedido por Deus. O casamento foi ordenado e criado por Deus. Ele foi instituído antes e não depois da queda do homem. Houve casamento antes de Gênesis 3. Deus na verdade o introduziu em Gênesis 2. Portanto, a consciência do sexo já existia antes do pecado entrar no mundo. É importante saber que não há pecado no instinto sexual. O pecado não está envolvido primariamente, pois a própria presença desse instinto foi plano de Deus.

Durante os trinta anos em que tenho confiado no Senhor e servido a Ele entrei em contato com um número bastante razoável de jovens irmãos e irmãs. Algumas pessoas não se perturbam facilmente, enquanto outras sentem o peso desnecessário de acusações de suas próprias consciências. Essas inquietações inúteis são devidas ao fato delas não conhecerem a mente de Deus nem serem esclarecidas acerca da Palavra de Deus. Elas pensam que pecaram por terem instinto sexual. Alguns irmãos têm ido ao extremo de duvidar da obra de Deus neles já que continuam cônscios do sexo. Tratar o sexo como pecaminoso é uma ideia pagã. Assim como não é pecado sentir fomo, a necessidade do sexo também não é de maneira alguma pecaminosa – ela não passa de uma consciência natural. O Senhor nos fala através do seu apóstolo: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio” (Hb 13:4). Não é algo apenas para ser honrado, mas que também é santo. Deus considera o sexo santo e natural. O Dr. F. B. Meyer escreveu muitos bons livros nos quais enfatizou a edificação dos cristãos. Ele disse que apenas uma mente suja poderia considerar o sexo como sujo. Acho que tem razão. O homem atribui baixeza ao sexo porque ele mesmo é baixo, Seus pensamentos são sempre sujos. Mas o casamento em si é puro. A relação sexual, ordenada por Deus, é santa, pura e incorrupta.

Paulo nos mostra que nos últimos tempos surgirão doutrinas de demônios, entre as quais está a “proibição do casamento” (I Tm. 4:3). Essa doutrina particular de demônios parece com uma busca pela santidade. Nos escritos de G. H. Pember, ele aponta claramente como as pessoas proíbem o casamento em busca da santidade. Elas pensam que isto as fará santas. Mas em 1 Timóteo é afirmado explicitamente que a proibição do casamento é uma doutrina de demônios. Deus nunca proibiu o casamento.

Que nenhum crente seja acusado em sua consciência por causa desse ensino pagão. A consciência do sexo é natural e não pecaminosa. O problema não está na presença desse instinto, mas sim na transformação do mesmo em pecado. O instinto não é pecaminoso, mas a maneira inadequada de tratar com ele o faz assim.

Watchman Nee
Extraído do livro “Fazei tudo para a Glória de Deus”, p. 10,11.
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