Aliviando o estresse no descanso do Pai

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Estudando sobre estresse e depressão, um dos autores que pesquisei dizia que para analisar as causas desses sintomas em uma pessoa é necessário pesquisar os últimos 2 ou 3 anos de vida dela. Devido ao acúmulo de tensões no decorrer do tempo a pessoa vai-se enfraquecendo até que, talvez por uma pequena situação, ela “explode”. O problema não foi essa última causa, mas o acúmulo de situações que gerou o que a engenharia chama de “fadiga de material” – quando este sofre uma pressão contínua acima do que pode suportar. Ao perder sua capacidade de resiliência, de retorno ao seu estado original, ele se rompe. Isso acontece com qualquer material e também conosco.

Todos passamos por estresses de ordem emocional, física, familiar, profissional, financeira etc., por pressões de todos os lados e de todas as formas. Quando Deus criou o homem, o fez para viver em um jardim e todas essas situações da vida moderna não estavam previstas. Um dia, entretanto, aconteceu um desastre de proporções incalculáveis que foi o pecado. Então a vida passou por uma mudança radical e o homem passou a viver em um ambiente hostil e estressante.

Um médico canadense disse que o estresse é algo que acontece conosco em meio a uma civilização criada por nós mesmos que já não suportamos. Ou seja, o meio em que vivemos é uma imensa fonte de estresse. Suas causas são inúmeras; entretanto, eu creio que a maior delas é a ansiedade. A Bíblia diz “não andeis ansiosos de coisa alguma” (Filipenses 4.6). Isso não é uma proibição, mas uma proteção. Ansiedade é o sentimento, a angústia que temos diante de situações que não podemos controlar. Mas, devemos entender que o único que realmente tem controle sobre todas as coisas é o Senhor Jesus.

O estresse é, então, uma reação do organismo que envolve componentes psicológicos, hormonais e físicos que tiram o equilíbrio produzindo ansiedade. Entretanto, a vida é uma sucessão de equilíbrios e desequilíbrios e o que devemos entender é que tudo aquilo que não podemos controlar deve ser colocado nas mãos do Senhor. As coisas contrárias existem, são reais e não conseguimos lutar contra elas e, por isso, precisamos nos submeter ao Senhor.

O capítulo 14 de Mateus contém algumas lições muito fortes, seja no contexto histórico como no contexto pessoal. Historicamente, porque nesse capítulo é relatada a morte de João Batista, que não foi uma pessoa qualquer. Segundo o próprio testemunho de Jesus, “entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João” (Lucas 7.28). Todos os profetas da Bíblia, incluindo Moisés, apontaram para e culminaram em João Batista. Mateus 14 relata a morte de alguém precioso para Jesus, seu primo e precursor. Esse homem, honrado e amado por Jesus, foi morto em uma prisão de maneira fútil e inglória. Não entendemos porque ele foi morto assim, mas o fato é que Deus permitiu que isso acontecesse. Alguns autores afirmam que João ficou cerca de um ano na prisão. Esse tempo foi de grande estresse para ele, a ponto de duvidar de coisas que havia crido e falado anteriormente:

Mateus 11.2,3 – “Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo, mandou por seus discípulos perguntar-lhe: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?”

João era a única pessoa que não podia ter essa dúvida, pois foi ele próprio que introduziu Jesus ao mundo como o Messias prometido: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29). A ansiedade e o estresse produzem essas dúvidas, fazendo-nos colocar em questão as verdades que já conhecemos. Sabendo trabalhar com as dúvidas elas fortalecem a nossa fé; do contrário, se não as colocarmos em Deus, elas nos farão questionar inclusive o próprio Deus. Curiosamente, Jesus não responde a pergunta de João, mas manda dizer-lhe:

Mateus 11:4,5 – “Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho.”

Com isso, Jesus estava dizendo: “João, a resposta está dentro de você, é o que você já sabe“. Esse é um dos segredos para não ser tomado pelas dúvidas: consultar no próprio coração aquilo que já sabemos em Deus. Após receber a notícia da morte de João (Mateus 14:13), Jesus se retirou para um lugar solitário para estar com Deus. Esse foi um momento de grande estresse em sua vida. Ao ouvir o ocorrido, seu coração se contristou, acelerou (pois ele não era imune a dores) e a pressão daquela perda, daquela tragédia, fez Jesus se voltar para Deus, buscar refúgio no Pai não para entender, porque ele compreendia tudo, mas para buscar forças, “combustível” em Deus para continuar sua missão. Ele precisava estar diante do Pai devido àquela situação, mostrando-nos, com isso, o caminho a seguir diante de uma situação de estresse: a oração.

Filipenses 4.6 – “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.”

A ansiedade termina e o descanso começa na oração. Entretanto, quando nos preparamos para estar na presença de Deus, para termos um tempo a sós com o Pai, fatalmente alguma coisa tentará impedir que isso aconteça. Mas até mesmo a obra de Deus não é mais importante que o nosso tempo com Ele, tanto é que Jesus retorna mais tarde àquele seu lugar de quietude e oração (verso 23 – “E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só.“) Naquele momento de grande estresse, Jesus nos indicou o caminho por onde devemos trilhar para acabar com os nossos estresses: apartados, sozinhos na presença de Deus. Ele é a fonte da nossa renovação. Em minha própria vida, nos momentos de profundos cansaços e estresses, durante e após grandes pressões, fui revigorado, renovado na presença de Deus.

Os discípulos não compreenderam a totalidade do que estava acontecendo: João morrendo e Jesus se afastando. Mas, quando a multidão chegou, eles tentaram proteger Jesus. Os discípulos tinham essa ideia de protegê-lo e fizeram isso por diversas vezes: quando a mulher com fluxo de sangue tentou tocá-lo, quando o cego Bartimeu pediu sua atenção, quando Jesus disse que iria para Jerusalém para sofrer, entre outros. Isso representava um grande estresse para eles. Ao cair da tarde, milhares de pessoas estavam famintas e não havia como se alimentarem. Após um dia inteiro de imenso estresse, uma nova situação se apresenta para os discípulos, que se preocuparam tanto com Jesus quanto com a multidão: “O lugar é deserto, e vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer.” Em outras palavras estavam dizendo: “Nós não temos capacidade para suprir esse povo; que eles busquem suprir a si mesmos, que busquem recursos no deserto!” A proposta deles era que Jesus se livrasse de um grande problema. Eles olharam para as circunstâncias e acreditaram que Jesus estava debaixo das mesmas limitações que eles tinham.

Entretanto, vamos considerar que ali havia no mínimo 15.000 pessoas. Se elas saíssem pelas aldeias, onde encontrariam tantos pães? Ou seja, a proposta dos discípulos não surtiria efeito para aquele povo; era impossível encontrar tamanha quantidade de pães. Mas eles não perguntaram se Jesus era capaz de alimentar aquela multidão. Assim também nós, muitas vezes, acreditamos que Deus é limitado para resolver as questões que nos trazem angústia, esquecendo-nos do que a Palavra diz:

Efésios 3:20 – “Ora, Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós…”

A obra de Deus não é baseada naquilo que temos ou somos, mas no que Ele é. Não temos em nós mesmos forças para sermos santos, para obedecer, para fazer a vontade Dele. Ele sabe disso e por isso enviou Seu Espírito para habitar em nós. Portanto, fiquemos tranquilos em nossa incapacidade e falta de poder não permitindo que isso crie ansiedade. Nós somos limitados, mas Deus não é! Se fizermos qualquer coisa em nossa própria capacidade a glória será nossa, e não Dele. Um amigo de ministério me disse certa vez: “Não coloque em Deus os seus limites, pois você é limitado, mas Deus não!” Deus trabalha com poder e graça ilimitados. Em João 21, Jesus perguntou aos discípulos se haviam pescado alguma coisa, ao que responderam “não”. Então, ele lhes mandou jogar as redes e pescaram 153 grandes peixes. Quando retornaram, viram uma fogueira acesa e um peixe assando, ou seja, Jesus não usou os peixes que eles pescaram, pois ele não depende de nós. Em meio àquele imenso estresse, Jesus lhes disse: “Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer!” Qual princípio vemos aqui? Que Jesus não dá trabalho a desocupados. Ele não vai “desestressar” alguém para chamá-lo ao ministério; todos os que Jesus chamou estavam muito ocupados. Nosso estresse não se alivia no ócio, mas somente Nele, na presença Dele.

Entre a multidão havia um rapaz que tinha levado cinco pães e dois peixes (João 6.9) e Jesus lhe pediu. Entretanto, ele não dependia daquilo, pois, sendo Deus, poderia ter criado alimentos do nada. Na verdade ele quis esgotar as capacidades dos discípulos, pois milagre só acontece quando acabam os recursos.

O jovem, por sua vez, poderia ter retido para si aquele seu lanche, mas o entregou a Jesus. Qual a lição? Quando nos sentirmos sem nada ou com apenas um pouquinho, não suficiente, entreguemos a Jesus, pois ele vai usar o nada que somos ou o pouco que temos para poder multiplicar. Ele quer que aprendamos a nos desapegar do que temos, pois quer nos usar não com nossos próprios recursos, mas com os Dele.

Talvez essa seja a maior lição que individualmente e como congregação precisamos aprender, pois os desafios e apelos que temos recebido são muitos. Olhamos para as contas bancárias, preços de passagens aéreas, projetos carentes em cidades e países e dizemos: “Deus, não temos condições!“, e o Senhor nos diz: “É assim que eu trabalho; vocês sem condições e Eu com todas as condições!”  Ao lhe entregarem os pães, Jesus mandou que a multidão se assentasse. Quem está estressado, precisa aprender a sentar, descansar, confiar, se assentar nos lugares celestiais, pois ali é o nosso lugar de descanso, de repouso; se retirar e orar, lançando sobre Ele toda ansiedade. Oração é mais do que falar, mas é um lugar diante de Deus. Às vezes nem falamos nada, mas estamos ali, às vezes gemendo e chorando, às vezes falando e às vezes em silêncio devido à angústia interior.

Mateus 6.6 – “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”

O Senhor vê mais do que ouve. Ele vê a nossa postura, nossa atitude, pois é fato que não sabemos orar como convém (Romanos 8.26), mas podemos ficar em Sua presença. Esse lugar secreto pode ser no monte, no quarto, na empresa, mas deve ser, principalmente, no íntimo do coração, quando olhamos para dentro de nós mesmos e contemplamos o Senhor ali presente. A seguir, Jesus ergueu os olhos para o céu. Assentados e olhando para os céus! Essa é a lição: nosso socorro não vem de pessoas, empregos ou circunstâncias.

Salmos 121.1 – “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?”

Montes eram aqueles lugares onde as pessoas subiam para prestar sacrifício aos seus deuses, esperando que eles lhes suprissem em alguma coisa. Pode ser o monte de um emprego, de uma promoção, de um diploma etc., mas de nenhum desses lugares deve vir o nosso socorro e, sim, do Senhor.

Colossenses 3.1,2 – “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;”

Dessa forma, tiremos os olhos de onde não pode vir nenhuma esperança e os coloquemos no Senhor que fez os céus e a terra.

“Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Reparte com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal sobrevirá à terra. Estando as nuvens cheias, derramam aguaceiro sobre a terra; caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que cair, aí ficará. Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará.” (Eclesiastes 11.1-4).

A mentalidade humana diz: “Já que eu não sei o que vai acontecer amanhã, vou guardar, poupar, reter.” Mas Jesus ensina o contrário: Ele nos manda lançar nosso pão sobre as águas, repartir, doar, pois, estando as nuvens cheias, derramarão chuva sobre nós. Tudo que fazemos para abençoar a outros é como a água que sobe como vapor, condensa na presença de Deus e volta sobre nós em abundância. Mas não vamos repartir esperando receber de volta e, sim, porque esse é o nosso ministério, esse é o dom que Deus nos deu.  Certa vez li um texto que dizia: “No tocante a dar, ninguém nunca conseguirá vencer a Deus!” Quando o Senhor nos manda dar, Ele está dizendo: “Meu filho, abra sua mão, pois eu a quero encher!” Quando os discípulos começaram a repartir os pães esses começaram a se multiplicar em suas mãos.

1 Pedro 4.10 – “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”.

A ênfase de Jesus, portanto, estava no repartir, no dar. Se você quer mais bênçãos em sua vida, dê, abençoe a outros. Não fique parado esperando o pão multiplicar, esperando as coisas chegarem. Dê o que você tem, sirva com o que você é e Deus vai multiplicar. Acima de tudo, porém, dê a si mesmo ao Senhor pois esse é o maior dos sacrifícios. Entretanto, quando damos a Ele não o fazemos pessoalmente, mas nas pessoas dos nossos irmãos – repartimos com eles e Deus vai fazendo Seus milagres.

Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios. E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças” (versos 20 e 21). Os discípulos estavam cansados. Eles acolheram a multidão, protegeram Jesus, distribuíram os pães e ainda recolheram as sobras.

Logo em seguida, Jesus despediu as multidões e lhes deu uma nova missão:

Mateus 14.22-33 – “Logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor! E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste? Subindo ambos para o barco, cessou o vento. E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!”

Jesus ordenou aos discípulos que fossem para o outro lado do mar e, novamente, “subiu ao monte, a fim de orar sozinho” (vs.33). Ele voltou ao seu lugar secreto. A grande obra de Jesus era estar diante de Deus. Tudo o mais era secundário e consequência, mas o que ele mais gostava de fazer era estar diante do Pai, pois ele sabia que ali era a sua fonte de descanso. Enquanto os discípulos estavam remando, Jesus estava diante do Pai se refazendo. Estando eles no mar, o barco era “açoitado pelas ondas, porque o vento era contrário”, ou seja, mais uma grande situação de estresse. Também diz o texto que eles já estavam na “quarta vigília da noite“, entre três e seis horas a manhã. Por que o Senhor não apareceu antes para socorrê-los? Porque ele sempre nos deixa “esticar” até que olhemos para cima. Os milagres só irão acontecer quando se esgotarem todos os nossos recursos. Enquanto houver um recurso, por menor que seja o milagre não acontece; quando este acaba, o Senhor intervém. Nós trabalhamos naquilo que é difícil e Deus nos dá graça para isso. Entretanto, quando chega o impossível, aí entra a ação de Deus. Naquela situação de extremo estresse eles viram Jesus se aproximando e acreditaram ser um fantasma. Em situações de estresse também passamos a ver “fantasmas”, ter visões, enxergar o que não é – o diabo, maldições, circunstâncias, pessoas etc. Assim como os discípulos, esquecemos de “Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas” (Provérbios 3.6).

Elias também passou por uma grande situação de estresse. Após matar 850 profetas, por causa de uma ameaça de Jezabel, ele fugiu para se esconder. Sua depressão era tão grande que ele se assentou debaixo de um arbusto e pediu a Deus que o matasse (1 Reis 19.4-6). Isso é o que acontece quando não tratamos da depressão e da ansiedade: passamos a distorcer os fatos, ver o que não existe, falar bobagens e deixamos de ver a realidade de Deus.   Nossa tendência é achar que Deus virou Seu rosto de nós, que Ele Se esqueceu de nós, que Ele não nos ama mais, que Ele tem coisas mais importantes para fazer do que nos dar atenção. Esta é uma das piores blasfêmias que alguém pode pensar ou dizer, pois vai contra a natureza paternal e amorosa de Deus.  O Senhor nos ama como somos e perdoa todo pecado confessado. O que fazemos não é maior que o Seu amor por nós, e não há prova maior do que a morte de Seu Filho em nosso lugar. Assim, nunca cogite que Deus se esqueceu de você, pois isso ofende a Ele.

Isaías 49.15 – “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.”

Isaías 59.2 diz que os nossos pecados fazem separação entre nós e Deus, mas não diz que fazem separação entre Deus e nós. Quem se afasta somos nós, mas Ele não muda um milímetro sequer da Sua posição em relação a nós. Ele é Amor e não muda o que sente por nós. Fico pensando na dor, na angústia que o Senhor vai sentir naquele dia final, quando criaturas Dele forem para o inferno.  Se não crermos que Ele nos ama começaremos a ver “fantasmas” no meio do estresse. A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Romanos 12.2). A intenção e os pensamentos Dele a nosso respeito são de paz e não de mal (Jeremias 29.11).

Quando os discípulos ouviram a voz de Jesus, Pedro pediu-lhe, como prova de que era mesmo ele, que pudesse ir ao seu encontro sobre as águas. Isso revela uma ingenuidade, uma pureza, uma confiança maravilhosa da parte de Pedro. Entretanto, quando começou a caminhar nas águas e sentiu a força do vento contrário (esqueceu o fato e apoiou-se no sentimento), ele começou a afundar. Conosco também acontece isso. Mas os fatos reais são: Jesus sempre está conosco, nós estamos assentados com ele nas regiões celestiais e a nossa vida está escondida juntamente com Cristo em Deus (Colossenses 3.3). O Pai quer que confiemos Nele e nos lancemos completamente em Suas mãos. “Subindo ambos para o barco, cessou o vento.” A presença de Jesus está no barco conosco e ele acalma os ventos externos e as piores tempestades internas. Quem nos dá segurança é o Senhor, e não o barco. Ele é o nosso refúgio, o nosso socorro nas horas de angústias. Ele é quem firma os nossos pés na rocha, quem abre caminhos no deserto e rios no ermo. Ele é nosso provedor, cuidador e sustentador (Salmos 46.1).

E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!” Assim termina o texto de forma maravilhosa, apontando para a divindade de Jesus Cristo. Essa é a maior revelação que o ser humano precisa ter: Jesus Cristo é Deus; ele é a fonte do nosso descanso, quem multiplica o nosso pão, quem faz o nosso coração se aquietar, quem acalma as tempestades dentro e fora de nós. Somente essa revelação pode mudar radicalmente as nossas vidas.

Talvez tenhamos reais motivos de estresse, mas o que importa é que o Senhor é a fonte do nosso descanso. Ele é quem nos chama a descer do barco e andar com Ele independente dos ventos contrários e das ondas agitadas. Talvez Ele nos coloque dentro do barco novamente, mas isso não importa; o que importa é estar com Jesus!

Jamê Nobre
Extraído do site Servindo com a Palavra

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