Doença ou pecado?

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Cada dia que passa, eu me convenço que o mundo moderno ou pós-moderno está batizando os pecados com outros nomes. Eu até entendo o “engano do eufemismo”, como por exemplo, chamar o roubo dos funcionários públicos de “improbidade administrativa”. Com certeza o caloteiro ficará menos magoado se você o tratar como “inadimplente”, mesmo que esta palavra não faça parte do dicionário convencional. A coisa está se degenerando cada vez mais e penso que a igreja deve estar atenta.

Tenho observado que alguns pecados, além de ganharem nomes mais “fofinhos”, estão sendo tratados como enfermidades. Estou convencido que este é o golpe fatal que pode afastar um cristão da libertação. Pois se a libertação passa pela confissão e pela disciplina, como alguém que crê que está doente, confessará o seu pecado ou receberá uma disciplina?

“Quanto ao perverso, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido. Ele morrerá pela falta de disciplina, e, pela sua muita loucura, perdido, cambaleia” (Pv. 5:22, 23).

“Disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade” (II Tm. 2:25, 26).

“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv. 28:13).

“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” ( Tg. 5:16).

Recentemente escrevi, no post “Os inimigos estão entre nós”, um pouco sobre a gula. Sei que nem todos concordam com o que escrevi. E isso ocorre porque a maioria que come muito pensa que está enfermo. Certa vez, um professor disse que existem dois tipos de gula: a biológica – que derivaria de uma disfunção do organismo, um “transtorno do comer compulsivo” –, e a gula filosófica ou espiritual, que é a pior, pois deriva de uma opção – “a opção pelo ventre”. “O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas.” (Fp. 3.19).

Eu tenho cuidado com este tipo de distinção, e quando a gula é tratada como uma compulsão, uma doença. Provavelmente você já deve ter visto reportagens ou pesquisas que falam sobre os “compulsivos por sexo”, “compulsivos por drogas”, “compulsivos por álcool”, etc. Se eu cresse nisso eu jamais teria confessado os meus pecados sexuais, meus adultérios. Se fosse doença eu não poderia me arrepender das drogas, da cachaça, etc. Eu sei que o pecado adoece, mas chamar pecado de doença é perigoso, pois eu deixo de ser responsável pelos meus atos e me torno vítima deles. Além disso, com este sofisma na mente eu abandono o temor do Senhor. Como Deus me julgará se estou doente? Ele não pode julgar um doente que precisa de cura. Este engano engrossa as fileiras da falsa graça. Eu até imagino alguém me dizendo: “Franco, você está exagerando, pois Jesus não veio julgar o mundo e sim salvá-lo”. É certo que eu responderia: “que Ele (Jesus) também disse que a própria Palavra nos julgará”.

“Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo. Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia” (Jo. 12:47, 48).

O apóstolo da graça foi enfático:

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl. 5:19-21).

A pergunta que não quer calar é a seguinte: Doença ou pecado? Dizer que algumas doenças são provenientes do pecado eu concordo, mas chamar pecado de doença é mais do que uma armadilha, é um pecado, é fazer o cego errar o caminho. Estou certo que este equívoco é uma manobra humanista para que o pecador fique numa condição confortável com o seu pecado.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós.

No amor do Senhor Jesus,

Sérgio Franco ><>

Conexão Eclésia

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