Reino de Deus. Onde está isso?

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O Reino de Deus, ou o Reino dos Céus, é o tema central da mensagem de Jesus. Uma simples leitura dos Evangelhos já é o suficiente para constatarmos isso. Antes mesmo de Jesus começar seu ministério, João Batista já anunciava:“Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 3:2). Desde que saiu de sua tentação no deserto“começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mateus 4:17). E assim pregou ao longo do seu ministério (Mateus 9:36). Enviou seus discípulos a fazer o mesmo: “… dizendo: É chegado o reino dos céus” (Mateus 10:7). Sua vontade era a de que o Reino fosse pregado a todas as nações (Mateus 24:14).

Após sua ressurreição, e antes de ser elevado aos céus, Jesus dedicou seus dias junto aos discípulos para instruí-los acerca do Reino de Deus (Atos 1:3). E foi esse mesmo conteúdo que os seguidores de Jesus pregaram em qualquer lugar por onde foram (Atos 8:12; 19:8; 28:31).

Afinal, o que é o Reino de Deus?

Já que o Reino é um tema fundamental, torna-se indispensável entendê-lo. O Reino não é um lugar, nem mesmo é o céu. Se fosse o céu, não faria sentido a afirmação de Paulo de que nós já saímos do império das trevas e fomos transportados para esse Reino (Colossenses 1:13). Se o Reino fosse o céu, também não faria sentido a declaração de Jesus em Lucas 17:21,21 – “Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós”. Sendo assim, o que seria o Reino?

Ora, um reino se refere ao espaço em que a vontade de um rei é cumprida. Quando não há um rei governando, não há reino. Assim, o Reino de Deus está onde a vontade de Deus é feita. Por isso esse Reino está em pessoas, naqueles que fazem a vontade de Deus. Sendo assim, Jesus ensinou a orar: “Venha o teu Reino e seja feita a Tua vontade, assim da terra como no céu”. No céu a vontade de Deus é absoluta, e assim deve ser entre nós.

O Reino de Deus é também chamado de Reino dos céus pelo fato do Senhor governar desde os céus. Ou seja, a partir dos céus Deus estabelece seu reino sobre tudo.

“O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo” (Salmo 103:19).

Por que pregar o Reino de Deus?

A Bíblia reiteradamente apresenta Deus como Rei sobre todas as coisas, Soberano sobre toda a criação. Inclusive, isso é motivo de louvor em muitos Salmos.

“O SENHOR reina; está vestido de majestade. O SENHOR se revestiu e cingiu de poder; o mundo também está firmado, e não poderá vacilar” (Salmo 93:1).

“Dizei entre os gentios que o Senhor reina. O mundo também se firmará para que se não abale; julgará os povos com retidão” (Salmo 96:10).

O Senhor é quem estabelece os chefes das nações. Ele abateu o rei Nabucodonosor justamente para ensiná-lo que são os céus que governam sobre a terra:

“Serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti; até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer” (Daniel 4:25).

Diante dessas verdades, surge algumas perguntas:

  • Se Deus já é Rei, por que o Seu Reino deve ser anunciado?
  • Por que devemos pedir a vinda do Reino de Deus em oração, como Jesus ensinou no Pai Nosso? (“Venha o teu Reino…”)
  • Por que devemos buscar o Reino de Deus em primeiro lugar?

De fato, Deus é Rei sobre toda a criação e estabeleceu todas as coisas em harmonia com Sua vontade. O homem foi formado à imagem e semelhança do Criador, para refletir Seu caráter, que é justo, santo e bom.

O homem, ao ser criado, dependia inteiramente de Deus. Porém, decidiu romper com essa dependência. Ao comer do fruto do conhecimento do bem e do mal,  foi movido pelo desejo de ser “como Deus, conhecedor do bem e do mal”. O homem queria romper com a dependência de Deus, com o Reino de Deus. E assim entrou o pecado no mundo, por essa postura de independência para com Deus.

O homem se converteu em inimigo de Deus, se rebelou contra o seu Criador. Se tornou filho da ira, filho da desobediência. Por isso, a Bíblia nos diz:

“Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Romanos 3:10-12).

A desobediência do homem não pôs fim ao Reino de Deus. Pelo contrário, o Senhor continua Soberano, e exatamente por isso não há um único pecado cometido em toda a extensão de Seu domínio que não ficará sem a devida retribuição. E a recompensa pelo percado é a morte. Primeiramente a morte espiritual, que significa a separação entre o homem e Deus, e depois a morte física.

“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Romanos 5:12).

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”(Romanos 3:23).

“Porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23a).

Porém, movido por Seu amor, Deus abriu um caminho para que o homem deixasse sua rebelião e se reconecta-se com Ele. Deus é compassivo, misericordioso e pronto para perdoar. Por isso Ele providenciou um caminho para a reconciliação do homem. Esse caminho não é uma religião, com regras e ritos. Esse caminho é uma pessoa: Jesus, o Filho de Deus.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).

Na cruz, Jesus levou sobre Si nossas maldições, a condenação que pertencia a cada um de nós. Por sua morte, rasgou o escrito de dívida que era contra nós. Por isso, o caminho para Deus está aberto para nós. Jesus é o caminho.

“Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6).

Uma vez que o caminho para o Pai está aberto para nós, há uma condição para nos voltarmos ao Reino de Deus: o arrependimento. Por isso Jesus pregava: “Arrependei-vos, pois é chegado o reino dos céus”.

Arrependimento é uma mudança de mente, é passar a enxergar as coisas sob a ótica de Deus, inclusive os nossos pecados. Por isso, o verdadeiro arrependimento produz uma mudança de atitude, ou seja, produz os seus respectivos frutos. Quando nos arrependemos de nossa independência, quando nos rendemos ao Reino de Deus, podemos experimentar da reconciliação com o Pai.

Por isso, o Reino de Deus deve ser a prioridade em nossas vidas. Devemos buscá-lo em primeiro lugar, e pedir em oração para que ele venha sobre nós.

Quando falamos sobre a vinda do Reino, não estamos falando que o Reino ainda vai acontecer. Ele sempre existiu, e será para sempre. Porém, quando falamos sobre essa vinda, estamos nos referindo ao fim definitivo de toda desobediência e rebelião contra Deus, seja de homens, seja de demônios.

Por isso, o governo de Deus já está presente quando as forças do mal são subjugadas em nome de Jesus (“Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus” – Lucas 11:20). O governo de Deus já está presente na vida de um homem arrependido de seus pecados (“E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão” – Lucas 19:9).

Jesus ensinou:

“E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós (Lucas 17:20,21).

Haverá um momento em que o Reino de Deus será estabelecido em toda a sua plenitude sobre o universo, na segunda vinda de Cristo. Toda rebelião contra Deus acabará. Contudo, o Reino já é uma realidade hoje em cada coração que decide fazer a vontade de Deus, negando a si mesmo, tomando sua cruz e seguindo a Jesus. O Reino está presente na vida daqueles que amam Jesus sobre todas as coisas, que renunciam a tudo quanto têm, que permanecem na Palavra e que dão muito fruto para a glória do Senhor.

Portanto, buscar o Reino não é viver esperando o céu, mas é fazer a vontade de Deus aqui. Como disse Jesus, “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21). Que façamos do Reino de Deus nossa busca de cada dia.

*Para aprofundar seus estudos sobre esse tema, indicamos a leitura do livro “Jesus Cristo é o Senhor”, de Jorge Himitian, publicado pela Editora Vida Nova.

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