Cumplicidade x Conivência

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Uma guerra que afeta o seu futuro na eternidade

Andar com Cristo requer compromisso, amor, compaixão, renúncia e muita entrega. Ao observarmos a trajetória de Jesus, vemos como ele ajudava o próximo sem medir as consequências sobre sua própria vida, vemos que não se importava consigo mesmo, mas que o seu foco era cumprir a missão que o Pai lhe dera. Ele veio ao mundo para morrer por nós e nós devemos estar dispostos a morrer por nossos irmãos.

E apaixonada por este Cristo é que me casei em abril de 2007. Nesta época, já convertida e muito feliz por ter casado, comecei a viver um momento muito difícil e de grandes mudanças na minha vida. Eu estava mudando de cidade, de emprego, de igreja, de liderança pastoral e de estado cívil. Eram muitas mudanças ao mesmo tempo e para me adaptar a cada uma delas da melhor forma, eu precisava de uma coisa: mudar. E o casamento foi (e tem sido) o caminho que Deus encontrou para me lapidar e me fazer crescer.

Quando comecei a ter dificuldades no meu relacionamento, me fechei como uma ostra, mergulhei fundo no oceano do isolamento e não dei chance para nenhum salva-vidas cumprir a sua missão de me salvar. O resultado disso não poderia ser nada diferente de sofrimento. Afinal, uma escolha errada gera suas devidas consequências.

Pra piorar a situação, eu, com um temperamento iracundo, fracassava em todas as tentativas de consertar as coisas com o meu marido. Nossas conversas, invariavelmente terminavam em desentendimentos que me isolavam cada vez mais. Uma vez isolada e sem perspectivas positivas, me afundava no desânimo e na tristeza. Ou seja, estava estabelecido um ciclo vicioso que militava dia após dia contra mim e a minha família.

Eu via as minhas falhas e me culpava, via os erros do meu marido e me calava. Eu tinha muito medo de expor a minha vida e, principalmente, a vida dele. Estava vendo meu casamento acabar diante dos meus olhos, mas preferia me acovardar e ser conivente com todos os erros do meu marido. Eu realmente me considerava sem forças pra confrontá-lo em seus erros, mas, na verdade, eu era uma esposa conivente. E como todo conivente, eu estava sendo covarde e egoísta, estava vendo o problema, mas não me doava pra resolvê-lo. Isso mesmo.

O conivente não se doa pra resolver os seus problemas, para cuidar da sua própria vida. Mas, Deus é bom. Deus é muito bom e misericordioso. Ele sempre nos dá um novo amanhecer, uma nova oportunidade para nos arrependermos e mudarmos. Através dos nossos pastores (um casal especial e muito, muito, muito amado) pude enxergar todo desvio da minha conduta conivente e ver que as coisas podiam mudar se eu também mudasse. Se eu quisesse “cortar o mal pela raiz”, eu deveria deixar de ser superficial e ser profunda. Custasse o que custasse porque o alto preço já havia sido pago por Jesus. E foi assim, com todo apoio dos nossos discipuladores, é que entrei nessa guerra disposta a vencer. Primeiramente, as minhas limitações e depois os limites que me separavam de cooperar com a vida do meu marido. Antes de ser esposa eu precisava ser irmã e tratá-lo como meu irmão. Em Mateus 18:15-17, o Senhor Jesus nos ensina como tratar um irmão. E era essa receita divina que eu deveria preparar pra saborear junto com o meu marido. Eu deveria confrontá-lo em amor com sabedoria e respeito, abrindo o meu coração sem reservas e expondo tudo que eu estava vendo de errado nele como irmão e como marido, desejando que ele visse os seus erros, se arrependesse dos mesmos e começasse a viver como um homem segundo o coração de Deus. E foi exatamento o que eu fiz.

Quando eu entendi que a mulher sábia deve ser cúmplice do plano de Deus na vida do marido, mas a tola é sempre conivente com os seus erros, eu decidi mudar radicalmente o meu comportamento. Aprendi que isso é ser parceira, apoiadora, ter um só coração, um único pensar e ser efetivamente uma com ele pra viver todos os sonhos de Deus para a nossa vida. Ainda vivo muitas lutas e sei que ainda preciso melhorar muito, mas hoje vivo um novo tempo na minha vida, no meu casamento, na igreja e no meu relacionamento com Deus. Estou grata, mas quero mais, muito mais. E eu sei que Ele também quer.

Na guerra entre a passividade da conivência e o compromisso da cumplicidade com Deus, nós é que decidimos quem vai vencer. Quando a decisão é pela cumplicidade, nós estamos escolhendo o lado certo porque estamos escolhendo o lado aonde se encontra a vontade de Deus. Por isso, temos que escolher bem o vencedor desta Guerra, porque através dele estamos decidindo pelo nosso futuro, pelo futuro da nossa família, pelo futuro da nossa eternidade.

E você, já escolheu? Cumplicidade ou conivência?

Sandra Serzedello

Conexão Eclésia

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