O que um pedido por justiça pode esconder…

O que um pedido por justiça pode esconder...
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Recentemente, numa conversa com o Sandro Lourenço (@Sandroamd7), minha atenção foi despertada para um fato interessante nos discursos de Jesus. Em certa ocasião, o Senhor foi interrompido em sua fala por um homem que lhe pedia: “Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança” (Lc. 12:13). À tal solicitação, Jesus respondeu de forma surpreendente e inusitada: “Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós? Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc. 12:14,15)

E o que há de surpreendente na resposta de Jesus? Ora, aquele homem estava fazendo o que, para qualquer pessoa, se tratava apenas de uma reivindicação por justiça ou, no mínimo, por igualdade de tratamento com seu irmão. A solicitação era apenas pela repartição da herança. Tratava-se de um pedido legítimo. Contudo, em sua resposta, Jesus não fala sobre justiça, igualdade ou sobre a ganância do irmão que não repartiu a herança. Muito pelo contrário, Jesus se dirige ao solicitante e o adverte, bem como a todos os ouvintes, a ter cuidado e se guardar de qualquer espécie de avareza.

Parece estranho que uma reivindicação por igualdade seja respondida com uma advertência quanto à avareza. Mas para Jesus isso não é estranho, pois mais importante do que a herança, e até mesmo do que o alimento, é ter um coração aprovado por Deus. Jesus coloca o foco no que é mais importante: o coração, as motivações, os porquês. Aquela solicitação por igualdade escondia a realidade de um coração que ainda não havia compreendido que a vida de um homem não consiste na abundância de bens que possui.

Devemos sempre sujeitar nossos corações, que são enganosos, à avaliação dAquele que sonda e esquadrinha todas as coisas. Muitas vezes, atitudes consideradas normais e até mesmo legítimas, podem esconder uma realidade triste. Não sejamos presunçosos, crendo que conhecemos o suficiente sobre nossas motivações e intenções. Apresentemos nossos corações a Deus, orando sempre:

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl. 139:23,24).

Em Cristo,

Anderson Paz 
Twitter: @andersonpaz
Facebook: https://www.facebook.com/andersonpaz1986

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– Quem quer dinheiro?
– Um coração dividido entre muitas coisas

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