Sobre juízes, julgadores e julgamentos

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“Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt. 7:1).

Se alguém fizesse uma pesquisa sobre os versículos bíblicos mais populares, acredito que Mateus 7: 1 estaria não só entre os mais conhecidos como também entre os mais usados. Quem nunca citou ou presenciou alguém citando o versículo ao se sentir agredido por uma acusação de pecado? Mateus 7:1 surge como arma de defesa, como um escudo, um argumento para afirmar que ninguém tem autoridade para dizer alguma coisa sobre a vida de outro.

Fico pensando em como seria bom que, ao mesmo tempo que as pessoas lembrassem de Mateus 7:1, também lembrassem de outra declaração de Jesus, em João 12:47-49:

“Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo.Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia. Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar”.

Como é importante lembrar que, diante da Palavra de Jesus, ninguém pode escapar de ser julgado. Podemos afastar os julgamentos que vem dos homens, mas não podemos fazer o mesmo quando o julgamento vem da Palavra.

A Palavra é padrão e critério para que qualquer conduta seja avaliada.

O que Jesus reprova em Mateus 7:1 é julgarmos pessoas e condutas a partir de nossos próprios critérios. Afinal, com o critério com que julgarmos, seremos julgados, e com a medida com que medirmos, seremos medidos. Por isso, Jesus nos diz: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (Jo. 7:24).

Somos chamados para enxergar tudo pela ótica da Palavra, e, partindo dela, podemos cumprir o mandamento que nos é dado em Gálatas 6:1 – “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” .

“Não julgueis” não é uma justificativa para a omissão, mas uma repreensão à arrogância humana em julgar as coisas a partir de seus próprios critérios. Jesus não nos autoriza a deixarmos nosso irmão com um cisco em seu olho enquanto permanecemos com uma viga no nosso. Nem mesmo nos ordena a tirarmos a viga do nosso e deixarmos nosso irmão com um cisco. Ele simplesmente ordena: “tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão” (Mateus 7:5).

Em Cristo,

@AndersonPaz

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Confira também:
– Quando Deus é o juiz (1)
– Critério para um justo juízo
– Covardia não é humildade

 

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